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Governadora do DF diz que BRB precisa de mais 15 dias para divulgar balanço

Governadora do DF diz que BRB precisa de mais 15 dias para divulgar balanço

Por Caio Spechoto/Folhapress

13/06/2026 às 18:00

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Arquivo/Agência Brasil

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Celina Leão

A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), disse neste sábado que o BRB deverá precisar de aproximadamente mais 15 dias para divulgar seu balanço. O banco estatal de Brasília vive uma crise por causa do caso Master, e seu balanço é importante para que o mercado financeiro saiba em detalhes qual a situação da empresa.

Depois de o BRB descumprir o prazo legal de 31 de março para publicação das demonstrações financeiras de 2025, a instituição financeira prometia divulgar os resultados no dia 29 de maio.

A data, contudo, foi adiada após acordo firmado entre o governo do Distrito Federal e a gestão de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para viabilizar um empréstimo de até R$ 6,6 bilhões do FGC (Fundo Garantidor de Créditos) para socorro o BRB.

Na terça-feira, a Câmara Legislativa do Distrito Federal aprovou a autorização para o governo local tomar o empréstimo, garantido por grandes bancos.

"O Banco do Brasil exigiu que passasse [o acordo de empréstimo] pela nossa câmara distrital. Nós aprovamos nesta terça-feira. Acho que o prazo é mais ou menos esse agora, mais uns 15 dias", declarou Celina Leão a jornalistas durante evento político na periferia de Brasília.

A carteira total no BRB de créditos vindos do Master é de R$ 21,9 bilhões. Segundo as investigações, R$ 12,2 bilhões correspondiam a créditos fraudulentos.

Apenas uma parcela desse prejuízo foi recuperada, e o montante necessário para provisionamento (reserva financeira) para fechar o rombo deixado pelo Master é de R$ 8,8 bilhões, segundo o presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, que falou em audiência na CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) do Senado na última semana.

De acordo com os termos definidos em uma audiência de conciliação no STF (Supremo Tribunal Federal), a operação não contará com aval da União. Mas o governo Lula concordou em ampliar o limite de crédito do Distrito Federal definido pelo PAF (Programa de Reestruturação e Ajuste Fiscal) —hoje o teto é de cerca de R$ 900 milhões.

Conforme o desenho fechado, os maiores bancos públicos e privados do país serão os fiadores da operação –ou seja, honrarão os pagamentos em caso de inadimplência do Distrito Federal. O DF, por sua vez, entrará com contragarantias, usadas para ressarcir as instituições financeiras em caso de calote.

As contragarantias incluiriam receitas do FPE (Fundo de Participação dos Estados) e FPM (Fundo de Participação dos Municípios), que, juntos, somam cerca de R$ 2 bilhões ao ano. Outras contragarantias, como dividendos e participação acionária, podem ser oferecidas.

O Distrito Federal é o acionista controlador do BRB, mas recorre a um processo de captação por não ter recursos necessários em caixa para fazer aporte no banco.

Na audiência com senadores na última semana, o presidente do BRB afirmou que o banco vive uma "corrida de liquidez" por causa da demora na divulgação dos resultados de 2025.

"A quem mais interessa divulgar balanço é o próprio BRB, tendo em vista a corrida de liquidez que cada vez se acentua tendo em vista a não divulgação desse balanço", afirmou. Ele acrescentou ser necessário assegurar a divulgação de informações completas e auditadas em respeito ao mercado, aos clientes e à sociedade.

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