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Entenda os próximos passos do caso Master no STF após saída de Dias Toffoli

Entenda os próximos passos do caso Master no STF após saída de Dias Toffoli

Forma com que o ministro deixou a relatoria permite que caso não volte à estaca zero

Por Folhapress

13/02/2026 às 10:40

Atualizado em 13/02/2026 às 13:42

Foto: Rosinei Coutinho/STF

Imagem de Entenda os próximos passos do caso Master no STF após saída de Dias Toffoli

Plenário do Supremo Tribunal Federal

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Dias Toffoli, deixou a relatoria do caso do Banco Master nesta quinta-feira (12). A atuação do magistrado no caso acumulava críticas desde o ano passado, gerando uma crise que se intensificou com as investigações da Polícia Federal.

Toffoli vinha defendendo sua manutenção no comando do caso no Supremo. No entanto, o desgaste da situação culminou em sua saída da relatoria, decidida em conjunto pelos ministros do STF durante reunião de portas fechadas nesta quinta-feira (12).

O QUE ACONTECE AGORA?

A partir de agora, o ministro André Mendonça será o novo relator do caso Master na corte.

A decisão de designar um novo ministro para cuidar do caso foi definida na mesma reunião em que ficou acertada a saída de Toffoli. Mendonça foi escolhido relator por sorteio, que deixou de fora apenas o próprio Toffoli e o presidente do tribunal, Edson Fachin.

A forma com que se deu a saída de Toffoli do caso permite que a investigação em torno do Banco Master não volte à estaca zero. Os dez magistrados da corte concordaram em preservar todas as provas e e atos relacionadas ao processo como forma de manter a apuração e também de rechaçar a ideia de que Toffoli possa ter maculado o processo.

Depois da reunião, os magistrados assinaram uma nota conjunta em defesa de Toffoli e afirmaram "não ser caso de cabimento para arguição de suspeição".

Se ele fosse considerado suspeito ou impedido, todas as decisões assinadas até aqui seriam automaticamente anuladas. Os depoimentos já colhidos, a acareação entre banqueiros e os mandados de busca cumpridos não teriam mais validade.

Relatório da PF entregue ao STF também aponta indícios de crimes que podem ter sido cometidos pelo ministro. O magistrado nega ter recebido dinheiro de Daniel Vorcaro, dono do Master, e diz que nunca teve relação de amizade com ele.

A PF entregou o relatório com os achados sobre o magistrado à corte nesta semana. Para levar o caso ao Supremo, os investigadores se basearam no artigo 33 da Loman (Lei Orgânica da Magistratura) sobre a prerrogativa de juízes que prevê o envio dos autos às respectivas cortes em caso de suspeitas.

"Quando, no curso de investigação, houver indício da prática de crime por parte do magistrado, a autoridade policial, civil ou militar, remeterá os respectivos autos ao tribunal ou órgão especial competente para o julgamento, a fim de que prossiga na investigação", diz o artigo.

A continuidade do processo, no entanto, não garante que Toffoli será investigado, uma vez que a polícia não pode prosseguir com uma investigação envolvendo um integrante da corte sem autorização do próprio Supremo.

A apuração da PF sobre Toffoli gerou críticas de outros ministros. Para os magistrados, o relatório entregue pela corporação a Fachin deixa evidente que os indícios apresentados pela PF contra Toffoli não foram encontrados por acaso pelos agentes.

Houve, na verdade, cruzamento de dados e pesquisas inclusive em juntas comerciais.

Comentários
Importante: Os comentários são de responsabilidade dos autores e não representam a opinião do Política Livre

1 Comentário

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Bruna Souza

13/02/2026

08:06

Em quem acreditar, meu Deus, que país é esse???!!!!
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