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Ministros do STF criticam Polícia Federal por investigar Toffoli sem autorização judicial
Ministros do STF criticam Polícia Federal por investigar Toffoli sem autorização judicial
Corporação foi duramente questionada na reunião que selou o afastamento do magistrado do caso Master
Por Redação
13/02/2026 às 08:00
Atualizado em 13/02/2026 às 10:51
Foto: Rosinei Coutinho/STF
Plenário do STF (Supremo Tribunal Federal)
Ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) criticaram a Polícia Federal (PF) por investigar o ministro Dias Toffoli sem autorização.
O resultado da apuração foi entregue no começo da semana ao presidente da Corte, Edson Fachin, e acabou resultando, na quinta (12), na saída de Toffoli da relatoria do processo que investiga as irregularidades do Banco Master e de seu dono, Daniel Vorcaro.
"Não acho que isso seja aceitável, eu não gostaria disso para ninguém", disse o ministro André Mendonça, segundo relatos, na reunião em que os magistrados decidiram pela saída de Toffoli da relatoria do caso Master.
Ele foi o que verbalizou a crítica mais contundente, mas a maioria dos magistrados concordou com suas observações.
Para investigar um integrante do Supremo, a PF precisa de autorização da própria Corte.
Segundo ministros do tribunal, o relatório entregue pela corporação a Fachin deixa evidente que os indícios apresentados pela PF contra Toffoli não foram encontrados por acaso pelos agentes.
Magistrados entendem que houve, na verdade, cruzamento de dados e pesquisas inclusive em juntas comerciais.
"Não foi acidental, um encontro fortuito com indícios. Fizeram uma investigação à revelia do STF, e não poderiam fazer isso", afirma um integrante do STF à coluna.
"Não entregaram um material bruto à Corte. Toffoli foi efetivamente investigado", segue o mesmo ministro.
Defensores do trabalho da corporação divergem dessa conclusão. Afirmam que os policiais seguiram a regra e, de fato, enviaram a Fachin exclusivamente o conteúdo de mensagens do celular de Vorcaro que citavam Toffoli, sem avançar em qualquer tipo de investigação.
Apesar disso, os magistrados consideraram que a melhor decisão a tomar era a saída de Toffoli do caso, numa tentativa de estancar o desgaste pelo qual o Supremo estava passando.
A situação do magistrado se agravou depois que a Polícia Federal (PF) entregou ao presidente da Corte um relatório mostrando uma troca de mensagens entre Vorcaro, dono do Master, e seu cunhado, Fabiano Zettel, em que ambos discutem pagamentos para a empresa Maridt, que tem o ministro entre seus sócios.
Casado com Natália Vorcaro, irmã do banqueiro, Zettel chegou a ser detido pela PF. Ele funcionava como uma espécie de gerente do caixa do cunhado.
Nas mensagens, Vorcaro e Zettel citam o nome do magistrado e combinam as transferências, que seriam pagamentos pela compra de um resort que tinha a Maridt como sócia. Há menções a pagamentos recentes, feitos em 2025, ano em que o negócio foi concluído.
Toffoli declarou aos colegas que não era suspeito e que gostaria de permanecer na relatoria. Ele, no entanto, foi pressionado pelos ministros para deixar o caso.
1 Comentário
Bruna Souza
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13/02/2026
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05:42
