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Kassio nega pedido de aliados de Lula para barrar exibição do filme 'Dark Horse' durante eleições

Kassio nega pedido de aliados de Lula para barrar exibição do filme 'Dark Horse' durante eleições

Presidente da corte avaliou que autores não têm legitimidade para fazer o pedido ao tribunal

Por Folhapress

12/06/2026 às 16:30

Foto: Luiz Roberto/TSE/Arquivo

Imagem de Kassio nega pedido de aliados de Lula para barrar exibição do filme 'Dark Horse' durante eleições

O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Kassio Nunes Marques

O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Kassio Nunes Marques, negou nesta sexta-feira (12) um pedido de aliados do presidente Lula (PT) para impedir o uso do filme "Dark Horse", sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em peças de campanha eleitoral a favor de Flávio Bolsonaro (PL).

A negativa, no entanto, se deu por questões processuais. O magistrado avaliou que os autores não têm legitimidade para fazer o pedido por não serem pré-candidatos à Presidência da República, como o senador.

Advogados do grupo Prerrogativas e o deputado federal Rogério Correia (PT-MG) ingressaram com a ação na corte eleitoral.

"Quanto ao tema, esta Corte Superior possui jurisprudência firmada no sentido de que a legitimidade ativa pressupõe não apenas o registro de candidatura para participação no mesmo pleito eleitoral a que se refere o ilícito questionado, sendo necessário, ainda, que essa candidatura pertença à mesma circunscrição dos candidatos representados", disse o presidente do tribunal, na decisão.

Kassio afirma que Rogério Correia deve ser candidato à reeleição a uma cadeira na Câmara dos Deputados e Marco Aurélio Carvalho não apresentou pretensão de participar das eleições.

O pedido também queria a proibição de lançamento comercial, pré-estreia, sessões promocionais, distribuição cinematográfica, distribuição em streaming, divulgação paga, impulsionamento, veiculação de trailers patrocinados, eventos de lançamento e circulação coordenada do filme durante o período eleitoral de 2026, abrangendo pré-campanha, campanha, primeiro turno e eventual segundo turno.

Na representação, os advogados afirmam que a disputa presidencial "não pode ser influenciada por despesas milionárias externas à contabilidade eleitoral, patrocinadas por empresas, banqueiros, fundos estrangeiros ou intermediários, sob o rótulo formal de investimento audiovisual".

O filme ficou conhecido depois de ser citado no escândalo do Banco Master, no último mês. O interesse pelo assunto ganhou força após mensagens de Daniel Vorcaro, dono do Master, serem reveladas pelo site The Intercept Brasil e mostrarem a relação do ex-banqueiro com Flávio Bolsonaro.

Nelas, há uma conversa, incluindo áudios, entre Flávio e Daniel Vorcaro em que o senador pedia dinheiro para o financiamento do filme da autobiografia do pai. O ex-banqueiro chegou a transferir R$ 61 milhões.

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