/

Home

/

Noticias

/

Exclusivas

/

Vitória de Flávio Bolsonaro pode provocar onda de demissões de baianos no governo federal

Vitória de Flávio Bolsonaro pode provocar onda de demissões de baianos no governo federal

Por Política Livre

24/10/2026 às 15:20

Atualizado em 24/10/2026 às 15:59

Foto: Reprodução

Imagem de Vitória de Flávio Bolsonaro pode provocar onda de demissões de baianos no governo federal

O ex-ministro Rui Costa (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL)

Uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro (PL) nas eleições deste domingo (25), contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), vai provocar uma onda de demissões em cargos federais ocupados por baianos a partir de janeiro de 2027. Somente entre os ministros, serão três as saídas. Isso sem falar nos inúmeros cargos de livre nomeação ocupados por indicações de parlamentares que detêm uma fatia generosa da máquina pública, que serão trocados por quadros sugeridos pelos novos aliados do presidente eleito.

A Bahia comanda hoje três ministérios no governo Lula. Um deles é o da Cultura, capitaneado pela cantora Margareth Menezes. Ela foi indicada pela primeira-dama Janja da Silva. A segunda pasta é a da Justiça e Segurança Pública, que tem como ministro Wellington César Lima e Silva, ex-procurador-geral de Justiça do Estado no governo do hoje senador Jaques Wagner (PT), que referendou a escolha na Esplanada.

O terceiro ministro que deixa o cargo com a eleição de Flávio Bolsonaro é Sidônio Palmeira, da Comunicação Social (Secom), que foi decisivo nas vitórias de Wagner e de Rui Costa (PT) ao governo baiano e que está de férias para cuidar da campanha à reeleição de Lula no segundo turno.

Além de provocar as saídas de ministros, a eleição de Flávio também impediria o retorno de outros. Seria este o caso do ex-governador Rui Costa, eleito senador em outubro e que cogita retornar ao comando da Casa Civil se Lula vencer o pleito. Atuando na campanha à reeleição de Lula no segundo turno, Rui cederia o mandato ao primeiro suplente, Ronaldo Carletto, presidente do Avante na Bahia.

Na Casa Civil, ainda existem indicados do ex-ministro. É o caso, por exemplo, do secretário especial do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), Marcus Cavalcanti, outro que deve deixar a gestão em caso de vitória de Flávio. No governo de Rui Costa, ele foi secretário de Infraestrutura da Bahia.

Senadores perdem – Além dos ministros, Jaques Wagner também deve sofrer mais revezes com uma eventual eleição de Flávio. Um deles seria a perda da presidência da Companhia das Docas da Bahia (Codeba), hoje ocupada por Antonio Gobbo, indicado pelo senador. Outro posto referendado pelo parlamentar é a chefia da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) em Juazeiro, preenchida por Paulo Nunes Rangel, filho do conselheiro do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) Paulo Rangel.

Senador Jaques Wagner (PT)

Senador Jaques Wagner (PT)


A outra Codevasf, a de Bom Jesus da Lapa, é comandada pela ex-prefeita de Cotegipe Márcia da Silva Sá Teles, indicada por Rui Costa. Até meados de 2025, os órgãos eram comandados por lideranças ligadas aos deputados federais Elmar Nascimento (União) e Arthur Maia (União), quando havia a expectativa de apoio à reeleição do presidente.

Já o senador Otto Alencar (PSD) articulou, no final de 2025, o nome de Artur Watt Neto para o comando da diretoria-geral da Agência Nacional do Petróleo (ANP). Coube ao parlamentar baiano, inclusive, a relatoria do pedido enviado ao Senado pelo presidente da República. No caso de Artur, entretanto, ele possui mandato, que se encerra em dezembro de 2029.

Outros cargos – O futuro de diversos outros ocupantes de cargos indicados por parlamentares baianos depende do resultado das eleições de amanhã. Caso Flávio Bolsonaro tenha sucesso, muitos devem bater à porta do governo Jerônimo Rodrigues (PT) em busca de emprego, aumentando a pressão na base aliada.

Entre esses cargos de livre nomeação está o comando baiano do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs), ocupado por Edgar Souza Santos Filho, que assumiu a função em maio de 2026, indicado pelo próprio governador em substituição a Rafael Guimarães, escolhido pelo senador Angelo Coronel (Republicanos) e que foi exonerado, inclusive, após ser alvo da Operação Overclean.

Há, também, a chefia do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), hoje liderada pelo ex-presidente da Câmara Municipal de Ribeira do Pombal Roberto Alcântara de Souza, cuja indicação é do deputado federal Ricardo Maia (MDB). Outro cargo em risco é o do superintendente dos Correios, José Nunes da Cruz, sugerido ao governo Lula pelo deputado baiano Jorge Solla (PT).

Roberto Alcântara de Souza, chefe do Dnit

Roberto Alcântara de Souza, chefe do Dnit


Integram a lista de quem tem o cargo ameaçado o superintendente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) na Bahia, Carlos José Barbosa Borges, indicado pelo deputado federal Valmir Assunção (PT); e os diretores de Infraestrutura, Luiz Castro, e de Relações com o Mercado, José Moura, da Codeba, apadrinhados, respectivamente, pelos deputados federais Gabriel Nunes (PSD) e Ivoneide Caetano (PT).

Adversários nomeados – Vale frisar que o governo Lula ainda mantém em cargos da gestão indicações feitas por lideranças políticas que, oficialmente, integram o grupo do ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União) ou apoiariam Flávio Bolsonaro.

É o caso, por exemplo, de Otávio Alexandre Freire da Silva, atual superintendente do Patrimônio da União na Bahia (SPU). Ele foi indicado por Jonga Bacelar (PL), que, na campanha deste ano, ficou sem receber recursos do fundo eleitoral do partido por participar de ato de campanha do governador Jerônimo Rodrigues.

Outro cargo é o de superintendente do Ibama na Bahia, Bruno Neves. O dirigente é apadrinhado do deputado federal Leo Prates (Republicanos), aliado de ACM Neto e que, na campanha deste ano para presidente, preferiu não declarar apoio a ninguém.

O deputado federal Leo Prates (Republicanos)

O deputado federal Leo Prates (Republicanos)


Existe a expectativa, por sinal, de que o próprio ACM Neto assuma um ministério num governo de Flávio Bolsonaro. Outro cotado é o presidente do PL baiano, João Roma. Os dois devem comandar a redistribuição dos cargos federais em uma nova gestão, ao lado dos parlamentares bolsonaristas.

Comentários
Importante: Os comentários são de responsabilidade dos autores e não representam a opinião do Política Livre
politica livre
O POLÍTICA LIVRE é o mais completo site sobre política da Bahia, que revela os bastidores da política baiana e permite uma visão completa sobre a vida política do Estado e do Brasil.
CONTATO
(71) 9-8801-0190
SIGA-NOS
© Copyright Política Livre. All Rights Reserved

Design by NVGO

Nós utilizamos cookies para aprimorar e personalizar a sua experiência em nosso site. Ao continuar navegando, você concorda em contribuir para os dados estatísticos de melhoria. Conheça nossa Política de Privacidade e consulte nossa Política de Cookies.