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Jerônimo confirma diálogo com Carlos Muniz sobre possível reeleição à presidência da Câmara de Salvador
Jerônimo confirma diálogo com Carlos Muniz sobre possível reeleição à presidência da Câmara de Salvador
Por Reinaldo Oliveira, Política Livre
24/10/2026 às 17:20
Atualizado em 24/10/2026 às 17:25
Foto: Divulgação/Flickr
O governador Jerônimo Rodrigues (PT)
Em entrevista à Rádio Band FM de Feira de Santana, neste sábado (24), o governador Jerônimo Rodrigues (PT) falou sobre sua relação com o presidente da Câmara Municipal de Salvador (CMS), vereador Carlos Muniz (PSDB), em uma eventual recondução à presidência da Casa.
O tema está no Supremo Tribunal Federal (STF) e ao que tudo indica não deve favorecer ao tucano. A maioria dos vereadores já sinalizou apoio ao presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Redação Final (CCJ), vereador Alexandre Aleluia (Novo) para ser o novo chefe do Legislativo municipal.
"O Muniz fez campanha pra mim em 2022, me acompanhou em agendas no interior pedindo voto pra mim. Ele estava ali no interesse com Geraldinho porque era sucessão, correu comigo. Nessa eleição, ele até chegou a pregar o voto Lula-Neto, fez campanha para Lula, se explicitou, foi claro", declarou.
Durante a entrevista, Jerônimo ainda comentou o apoio da prefeita de Jacobina, Valdice Castro (MDB), e afirmou que "voto não se rejeita". “Eu estou construindo um ambiente para ver, quem sabe, lá na frente, essa prefeita vote no Lula. Voto não se rejeita", acrescentou.
O petista também defendeu uma reforma na lei para que eleição nas casas legislativas não sejam sempre judicializadas. "Não vou querer ficar dando pitaco no Legislativo. O que eu acho é só que, se for preciso, se fazer uma reforma jurídica no modelo dessa sucessão, tem que ser feito”, continuou.
Jerônimo ainda destacou que o Legislativo precisa preservar a autonomia em relação a outros poderes e interesses políticos. “Câmara de Vereadores é um Poder, assim como a Assembleia e o Congresso são Poderes. Não pode ficar refém de um prefeito, de um empresário ou de um governador", finalizou.
