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Transição para fim da escala 6x1 aprofunda divisão no governo Lula

Transição para fim da escala 6x1 aprofunda divisão no governo Lula

Por Mônica Bergamo, Folhapress

21/05/2026 às 14:42

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil/Arquivo

Imagem de Transição para fim da escala 6x1 aprofunda divisão no governo Lula

O presidente Lula (PT)

O tempo de transição entre a escala de trabalho vigente hoje no país, a 6x1, em que o trabalhador tem apenas um dia de descanso por semana, e a nova escala, a 5x2, divide o governo Lula.

O projeto que altera a jornada de trabalho está em discussão no Congresso Nacional.

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB) defende uma transição de dois a três anos anos para a implementação definitiva da nova escala. Integrantes da oposição defendem que o prazo seja de dez anos.

Os ministros do Trabalho, Luiz Marinho, e das Relações Institucionais, José Guimarães, defende que o governo federal siga negociando com os parlamentares essas regras, admitindo que a jornada 5x1 não seja adotada imediatamente.

Eles afirmam que não adianta firmar pé na adoção imediata da nova escala e acabar perdendo a votação no parlamento.

Os ministros Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral, e Sidônio Palmeira, da Secretaria de Comunicação Social, estão entre os que têm posição contrária. Eles querem a implantação imediata da nova jornada de trabalho, e defendem que não haja negociação sobre esse ponto da proposta.

A análise é a de que, se ela não for adotada ainda neste ano, os eleitores se sentirão ludibriados.

"Vai ficar a impressão, para o trabalhador, de que ele ganhou, mas não levou", afirma um integrante do governo que se alinha com essa posição. "O eleitor vai se sentir enganado", segue.

A definição de uma regra de transição se tornou o principal impasse na discussão da proposta, que é uma das principais bandeiras da pré-campanha de Lula à reeleição.

O relatório que seria apresentado nesta quarta-feira (20) foi adiado para a próxima segunda (25) por não haver acordo sobre o prazo de transição.

A proposta sob relatoria do deputado Léo Prates (Republicanos-BA), a mais avançada na Câmara, deve conter o período de transição.

O texto em discussão também reduz a jornada atual de 44 horas semanais para 40 — o que vai significar, na prática, cinco dias de trabalho e dois de descanso remunerado. No caso da proposta de transição discutida, seriam duas horas a menos no primeiro ano de vigência da PEC e uma hora nos dois seguintes.

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