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Técnica de enfermagem relata ter sido agredida por Magno Malta em hospital; senador nega
Técnica de enfermagem relata ter sido agredida por Magno Malta em hospital; senador nega
Por Vinícius Valfré, Estadão Conteúdo
02/05/2026 às 12:11
Foto: Andressa Anholete/Agência Senado/Arquivo
O senador Magno Malta (PL-ES)
Uma técnica de enfermagem registrou boletim de ocorrência em Brasília por meio do qual relata ter sido agredida pela senador Magno Malta (PL-ES) enquanto tentava fazer um exame no parlamentar, que está internado desde que sofreu um mal súbito na quinta-feira, 30, no Senado.
A equipe do senador afirma que é falsa a acusação de agressão e que foram solicitadas as imagens da sala de exames. Os advogados de Magno Malta afirmam que ele foi vítima de uma falha técnica no exame que lhe causou dores intensas.
"A responsável pelo exame de angiotomografia administrou o contraste de forma tecnicamente incorreta, gerando extravasamento do líquido no braço direito do Senador, com formação de trombose e expressivo hematoma, intercorrência de elevada gravidade clínica, com potencial de comprometimento circulatório e risco a integridade física do paciente", diz nota do advogado do parlamentar enviada ao Estadão.
Segundo o relato da técnica de enfermagem, após a preparação do senador para a injeção de um contraste na veia houve uma interrupção no procedimento, ainda na quinta-feira, 30. Foi constatada que a substância extravasou, situação que exigiria a aplicação de pressão sobre o braço. Neste momento, Magno Malta teria xingado a profissional e desferido um tapa forte no rosto dela.
Em nota, o Hospital DF Star informou que iniciou uma apuração administrativa sobre o episódio e que vem "dando todo o suporte à colaboradora que relatou ter sido vítima de agressão". Também disse estar à disposição para prestar todos os esclarecimentos necessários à polícia.
O Conselho Regional de Enfermagem do Distrito Federal (Coren-DF) também repudiou o acontecimento.
"A atuação desses profissionais não pode ser marcada por episódios de violência. Nenhuma posição ou condição autoriza agressões, e toda conduta dessa natureza deve ser tratada com o rigor da lei. A violência sofrida por trabalhadores da saúde no exercício de suas funções ultrapassa qualquer limite aceitável e destaca um problema que não pode ser tratado como pontual", disse.
Magno Malta divulgou nota em que nega agressão e reforça que houve falha técnica no procedimento ao qual foi submetido, "mesmo após ele alertar, por diversas vezes para os presentes, que o procedimento estava incorreto e lhe causava fortes dores"
Na nota, ele também pontuou que "esse tipo de intercorrência pode provocar dor intensa, ardência, inchaço, endurecimento local, inflamação, hematoma e, em casos mais graves, lesão tecidual que exige acompanhamento médico imediato".
"Causa estranheza que a profissional envolvida tenha buscado registrar versão própria dos fatos, em evidente atitude defensiva diante da possibilidade de responsabilização pelo grave ocorrido", disse.
Na sexta-feira, 1º., o parlamentar gravou um vídeo de dentro do hospital para as redes sociais pedindo para que seus apoiadores não caiam em fake news. Nesse vídeo, ele mostra um médico pedindo desculpas e dizendo que o caso será investigado.
A equipe do senador afirma que é falsa a acusação de agressão e que foram solicitadas as imagens da sala de exames. Os advogados de Magno Malta afirmam que ele foi vítima de uma falha técnica no exame que lhe causou dores intensas.
"A responsável pelo exame de angiotomografia administrou o contraste de forma tecnicamente incorreta, gerando extravasamento do líquido no braço direito do Senador, com formação de trombose e expressivo hematoma, intercorrência de elevada gravidade clínica, com potencial de comprometimento circulatório e risco a integridade física do paciente", diz nota do advogado do parlamentar enviada ao Estadão.
Segundo o relato da técnica de enfermagem, após a preparação do senador para a injeção de um contraste na veia houve uma interrupção no procedimento, ainda na quinta-feira, 30. Foi constatada que a substância extravasou, situação que exigiria a aplicação de pressão sobre o braço. Neste momento, Magno Malta teria xingado a profissional e desferido um tapa forte no rosto dela.
Em nota, o Hospital DF Star informou que iniciou uma apuração administrativa sobre o episódio e que vem "dando todo o suporte à colaboradora que relatou ter sido vítima de agressão". Também disse estar à disposição para prestar todos os esclarecimentos necessários à polícia.
O Conselho Regional de Enfermagem do Distrito Federal (Coren-DF) também repudiou o acontecimento.
"A atuação desses profissionais não pode ser marcada por episódios de violência. Nenhuma posição ou condição autoriza agressões, e toda conduta dessa natureza deve ser tratada com o rigor da lei. A violência sofrida por trabalhadores da saúde no exercício de suas funções ultrapassa qualquer limite aceitável e destaca um problema que não pode ser tratado como pontual", disse.
Magno Malta divulgou nota em que nega agressão e reforça que houve falha técnica no procedimento ao qual foi submetido, "mesmo após ele alertar, por diversas vezes para os presentes, que o procedimento estava incorreto e lhe causava fortes dores"
Na nota, ele também pontuou que "esse tipo de intercorrência pode provocar dor intensa, ardência, inchaço, endurecimento local, inflamação, hematoma e, em casos mais graves, lesão tecidual que exige acompanhamento médico imediato".
"Causa estranheza que a profissional envolvida tenha buscado registrar versão própria dos fatos, em evidente atitude defensiva diante da possibilidade de responsabilização pelo grave ocorrido", disse.
Na sexta-feira, 1º., o parlamentar gravou um vídeo de dentro do hospital para as redes sociais pedindo para que seus apoiadores não caiam em fake news. Nesse vídeo, ele mostra um médico pedindo desculpas e dizendo que o caso será investigado.
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