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Supremo adia para fim de março julgamento sobre penduricalhos para os servidores públicos
Supremo adia para fim de março julgamento sobre penduricalhos para os servidores públicos
Ministros analisariam decisões liminares de Flávio Dino e de Gilmar Mendes
Por Isadora Albernaz/Luísa Martins/Folhapress
26/02/2026 às 17:15
Foto: Gustavo Moreno/STF
Plenário do Supremo Tribunal Federal
O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Edson Fachin, suspendeu nesta quinta-feira (26) o julgamento sobre o pagamento de penduricalhos salariais de funcionários públicos. Enquanto isso, as duas decisões liminares (provisórias) que suspenderam o pagamento das verbas seguem em vigor.
Fachin informou que a sessão sobre o assunto será retomada em 25 de março.
Os relatores das duas liminares que seriam julgadas, Flávio Dino e Gilmar Mendes, também concordaram na sessão desta quinta em ajustar para 45 dias o prazo para que órgãos revisem os penduricalhos que não estão previstos em lei.
O período acordado entre eles foi proposto por Gilmar e será contado a partir de 23 de fevereiro, data da decisão do ministro que suspendeu os penduricalhos previstos em leis estaduais para integrantes do Poder Judiciário e do Ministério Público.
Em sua decisão, o decano do STF também vetou que os penduricalhos sejam adiantados, mas liberou por 45 dias o pagamento de valores retroativos "reconhecidos administrativamente que já se encontravam regularmente programados para o período correspondente".
"Com efeito, entendo que, excepcionalmente, em razão da amplitude das determinações exaradas e dos impactos delas decorrentes, se revela admissível homogenizar os prazos assinalados, compatibilizando-os, inclusive, com a decisão do eminente ministro Flávio Dino", escreveu Gilmar Mendes em sua decisão.
A mudança nos prazos frustra um pedido do Congresso Nacional, que terá que editar uma lei que regulamente quais verbas poderiam superar o teto. A determinação ao Legislativo foi dada por Dino em 5 de fevereiro, quando ele havia determinado o prazo de 60 dias.
O presidente do STF se reuniu na terça (24) com os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), para tratar do tema. Eles concordaram em criar uma regra de transição sobre o pagamento de penduricalhos.
Segundo interlocutores dos presentes à reunião, Motta e Alcolumbre sinalizaram que os 60 dias determinados por Dino para edição de uma lei sobre o tema é um prazo curto e praticamente inexequível, diante de outras prioridades do Legislativo e do calendário apertado pelo ano eleitoral.
Gilmar Mendes também afirmou que qualquer tentativa de burlar sua decisão deverá poderá ser punida e os valores precisão ser devolvidos.
"Dito de forma clara: não se autoriza, portanto, a reprogramação financeira com objetivo de concentrar, acelerar ou ampliar desembolsos, tampouco a inclusão de novas parcelas ou de beneficiários não contemplados no planejamento original".
