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Aliados de Angelo Coronel devem deixar governo Jerônimo esta semana; movimento consolida rompimento

Aliados de Angelo Coronel devem deixar governo Jerônimo esta semana; movimento consolida rompimento

Por Política Livre

24/02/2026 às 21:00

Atualizado em 24/02/2026 às 23:04

Foto: Carlos Moura/Agência Senado/Arquivo

Imagem de Aliados de Angelo Coronel devem deixar governo Jerônimo esta semana; movimento consolida rompimento

O senador Angelo Coronel (PSD)

Dois aliados diretos do senador Angelo Coronel (PSD) devem deixar seus cargos no Governo da Bahia ainda esta semana, num movimento que sinaliza o rompimento definitivo do parlamentar pessedista com o grupo do governador Jerônimo Rodrigues (PT) e as principais lideranças petistas no Estado, além de abrir espaço para reformas na gestão do Executivo baiano. 

Deixarão os cargos o diretor-geral da Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos (Agerba), Carlos Henrique de Azevedo Martins, e o presidente da Bahia Pesca, Daniel Benício Victória, indicado pelo deputado federal Diego Coronel (PSD), filho do congressista. 

A movimentação ocorre após se esgotarem as tentativas de uma conciliação entre Angelo Coronel e o PT diante da insistência do ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), de concorrer ao senado. Além disso, Jerônimo decidiu não interferir nas articulações nem de Rui e nem do senador Jaques Wagner (PT), que já anunciou o vice-governador Geraldo Júnior (MDB) como postulante à reeleição. 
  
Com a saída dos coronelistas, o governo deve redistribuir os espaços entre partidos da base aliada. O Avante desponta como principal beneficiário.

A indicação para a Agerba deve partir do presidente estadual da legenda, Ronaldo Carletto, que é dono de empresa de ônibus e já articula um nome para o comando da autarquia responsável pela regulação do transporte intermunicipal e outros serviços públicos delegados.

Já a presidência da Bahia Pesca também vai ficar sob influência de outras legendas: Raimundo Costa, que hoje é deputado federal pelo Podemos, mas que pode migrar para o PDT - ele trata do futuro partidário em conjunto com o suplente do senador Jaques Wagner, Bebeto Galvão, e com o ex-prefeito de Serrinha Adriano Lima (PP), todos pré-candidatos a uma cadeira em Brasília. 

O governador também fará mudanças em outras áreas, sobretudo para retirar do governo quem será candidato em outubro, o que precisa ocorrer até abril pelas regras eleitorais. 

O PSB, por exemplo, deve ganhar uma segunda secretaria, provavelmente a de Políticas para as Mulheres, caso o PT aceite ceder. 

Se isso se confirmar, o PSB, que tem recebido uma atenção especial do governador, ficará com duas secretarias: a outra seria a de Desenvolvimento Econômico, a cargo atualmente de Angelo Almeida (PSB), que volta para a Assembleia, mas indicará o substituto junto com a deputada federal Lídice da Mata, da mesma legenda. 

Dessa forma, Fabíola Mansur (PSB), que hoje é suplente de Angelo Almeida, disputará a reeleição pelo Avante e com mandato, pois continuará deputada até o final do ano - o convite foi feito pelo ex-prefeito de Irecê Elmo Vaz.

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