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Ronaldo tem interesse na vice de Jerônimo ou quer apenas se vingar de Neto?, por Raul Monteiro*
Ronaldo tem interesse na vice de Jerônimo ou quer apenas se vingar de Neto?, por Raul Monteiro*
Por Raul Monteiro*
19/02/2026 às 08:00
Atualizado em 19/02/2026 às 12:13
Foto: Divulgação/Arquivo
José Ronaldo e ACM Neto
Assim como a vida, a política dá muitas voltas, a maioria delas em direções que não se espera. O inusitado caso José Ronaldo, envolvendo as discussões sobre a montagem das chapas do governo e da oposição à sucessão estadual, é exemplar. Há quatro anos, o prefeito de Feira ficou chorando dias - e há quem diga que até hoje verte lágrimas em particular - depois de cair do caminhão da mudança de ACM Neto (União Brasil), que de última hora colocou a empresária Ana Coelho na vaga de vice que, segundo alega, havia sido prometida a ele. Na época, chegou a se atribuir à troca a derrota de Neto para o petista Jerônimo Rodrigues.
Eis que agora Ronaldo ressurge com força total, cobiçado ao mesmo tempo por Neto, principal candidato das oposições na Bahia, e o governador do Estado, ambos interessados em alocá-lo na vice de suas chapas. A ponto de o gestor ter dito numa entrevista recente a um veículo de comunicação da região de Feira que resolveu dar uma resposta sobre os convites que tem recebido - dos dois lados - no final de março. Em seguida, disse a um jornalista de sua confiança que irá fazer uma pesquisa junto ao eleitor feirense que o colocou no governo da cidade para o exercício de seu quinto mandato para decidir se deve ou não renunciar ao cargo de prefeito.
Não garantiu, mas provavelmente deve incluir na insólita sondagem uma pergunta sobre se fica na oposição ao PT, onde milita desde sempre, aceitando o convite de Neto, ou se simplesmente adere ao governo, deixando para trás a trajetória oposicionista à qual sua professada liderança na região estaria vinculada. A consulta para a possível atração de Ronaldo ao grupo foi iniciada a partir de um convite para uma conversa feito pelo cacique do MDB Geddel Vieira Lima, ao que se comenta, por sugestão do senador Jaques Wagner (PT), interessado não apenas em atraí-lo para um time que, na época, estava em vias de se livrar do senador Angelo Coronel (PSD).
Passaria pela cabeça do senador, mais do que efetivamente trazer o prefeito de Feira para o grupo, o plano maquiavélico de, explorando a mágoa que Ronaldo guardaria até hoje de Neto, tentar desgastar o líder oposicionista tanto por meio da demonstração de que pode lhe tirar um aliado de campo num piscar de olhos como da retomada da história, por meio da mídia, segundo a qual o ex-prefeito de Salvador foi desleal com o correligionário. Para concretizá-lo, Wagner tem contado com a colaboração direta do próprio prefeito de Feira, que tem aproveitado o momento para se valorizar, tal qual uma donzela cobiçada, depois do desprezo amargado em 2022.
Mas qual o peso eleitoral efetivo de Ronaldo? Será que ele tem condições de entregar hoje o que se imaginava que poderia oferecer há quatro anos? Por muitos e variados motivos, é muito difícil acreditar que tenha a mesma importância que possuía lá atrás, especialmente quando corre pela região em diferentes círculos a análise de que faz uma administração sem a mesma pegada das anteriores, inclusive porque a herança com que se defrontou tornou a gestão infinitamente mais difícil, enfrentando forte desgaste. Daí porque se acredita que, com o governo, Ronaldo participa de um teatro animado por um desejo de vingança contra Neto e nada mais do que isso.
* Artigo do editor Raul Monteiro publicado na edição de hoje da Tribuna.
4 Comentários
Souza
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19/02/2026
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07:52
Evaldo freitas de Anunciação
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19/02/2026
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07:14
Fabiano Pereira
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19/02/2026
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05:35
SHEILA é Uma Grande Líder Que Faz Milagres & Vence Os Desafios...
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Bruna Souza
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19/02/2026
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05:29
