Professores de Camaçari rejeitam proposta de reajuste com ganho real
Por Redação
13/02/2026 às 11:20
Foto: Divulgação
Sede do Sindicato das Professoras e Professores da Rede Pública Municipal de Camaçari (Sispec)
Em campanha salarial e com a mesa de negociação aberta, um grupo de professores da rede municipal de Camaçari rejeitou, em nome de toda a categoria, a segunda proposta de reajuste apresentada pela Prefeitura de Camaçari, durante assembleia realizada na quinta-feira (12), às 8h, na sede do Sindicato das Professoras e Professores da Rede Pública Municipal de Camaçari (Sispec).
A proposta rejeitada previa reajuste acima do piso nacional, com percentuais de 5,4% para professores especialistas 1, 2 e 3; de 6% para professor nível 1; de 6,5% para professor nível 2; de 7% para professor nível 3 e de 7,5% para professor nível 4. O aumento seria real e incorporado ao salário, com impacto direto na remuneração mensal e também no cálculo da aposentadoria, além de alcançar os educadores que não estão mais na ativa.
Os percentuais apresentados alterariam diretamente a Tabela de Vencimentos do Magistério Público do município, atendendo a uma reivindicação histórica da categoria e representando um primeiro passo para a reestruturação da tabela e para a construção, em conjunto com os professores, de um novo Plano de Carreira, Cargos e Vencimentos (PCCV).
No momento em que a proposta foi colocada em votação, a assembleia registrava baixo quórum, já que parte dos participantes ainda não havia chegado à sede do sindicato. Na assembleia anterior, a primeira proposta apresentada, que já assegurava ganho real, também havia sido rejeitada. A versão levada aos professores nesta quinta-feira foi atualizada e otimizada a partir do diálogo com a categoria.
Desde o início do atual governo, a categoria teve a garantia do piso nacional, a concessão de reajuste com ganho real já no primeiro ano — no percentual de 6,27% —, a criação de uma mesa permanente de negociação, além do pagamento do terço de férias e da antecipação do pagamento do terço constitucional de férias dos servidores da educação.
A negociação ocorre dentro dos limites financeiros apresentados pelo poder público. A recomposição integral das perdas acumuladas ao longo de quase dez anos não pode ser feita em apenas 14 meses, o que faz com que a política adotada seja a de avanços graduais na recuperação salarial e na valorização da carreira dos professores.
1 Comentário
Bruna Souza
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13/02/2026
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13:07
Só minha opinião...
