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Ministro do STJ acusado de assédio sexual recebe alta após internação

Ministro do STJ acusado de assédio sexual recebe alta após internação

Marco Buzzi estava hospitalizado desde 5 de fevereiro e solicitou licença médica após a abertura de sindicância para apurar denúncias de assédio e importunação sexual

Por Vanessa Araújo/Estadão

18/02/2026 às 17:40

Foto: José Alberto/STJ/Arquivo

Imagem de Ministro do STJ acusado de assédio sexual recebe alta após internação

O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Marco Buzzi

O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Marco Buzzi, recebeu alta do Hospital DF Star, em Brasília, nesta quarta-feira, 18. Ele estava internado desde 5 de fevereiro e não há informações oficiais sobre seu estado de saúde. A internação ocorreu depois do início das investigações contra o magistrado por denúncias de assédio e importunação sexual.

O pedido de licença médica foi apresentado um dia depois de o STJ decidir instaurar sindicância para apurar a primeira acusação, envolvendo uma jovem de 18 anos. Segundo o relato, o episódio teria ocorrido na casa de praia do ministro, em Santa Catarina. O magistrado nega.

Em 10 de fevereiro, ainda internado, Buzzi solicitou afastamento do cargo por 90 dias, alegando problemas cardíacos.

A primeira acusação quando a família de uma jovem de 18 anos procurou ministros da Corte. Segundo os relatos, a vítima passava férias com os pais e a família do ministro no imóvel dele, localizado em Santa Catarina. O ministro teria tentado agarrar a jovem à força.

O caso está sendo investigado no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e no Supremo Tribunal Federal (STF). O STJ também abriu uma sindicância para apurar os relatos.

Outra mulher que trabalhou com o ministro relatou fatos similares aos do primeiro caso. Os dois processos estão sob sigilo no CNJ.

Os advogados João Costa, João Pedro Mello e Maria Fernanda Saad, que conduzem a defesa de Buzzi, dizem que ele “não cometeu qualquer ato impróprio”. A defesa afirma que “vazamentos instantâneos de informações sigilosas sobre fatos não verificados são um truque sórdido”, e que “tribunais, com magistrados experientes e ritos depurados ao longo de séculos, não podem ser substituídos por ‘juízes’ e opiniões inflamadas”.

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