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Construção civil prevê crescer 2% neste ano com corte de juros e crédito maior à classe média

Construção civil prevê crescer 2% neste ano com corte de juros e crédito maior à classe média

Carga tributária, taxa de juros elevada e custo da mão de obra são principais entraves, diz Cbic

Por Ana Paula Branco/Folhapress

11/02/2026 às 20:35

Foto: Fernando Frazão/Agencia Brasil/Arquivo

Imagem de Construção civil prevê crescer 2% neste ano com corte de juros e crédito maior à classe média

Operário da construção civil

A construção civil prevê crescer 2% neste ano, interrompendo a trajetória de desaceleração observada em 2025 devido às taxas de juros em dois dígitos. Se confirmado, o desempenho vai representar o terceiro ano consecutivo de expansão da atividade, ainda que em ritmo mais moderado do que o registrado em 2024.

Entre os fatores que devem impulsionar o setor, segundo a Cbic (Câmara Brasileira da Indústria da Construção), estão a perspectiva de redução da taxa de juros, o orçamento recorde para habitação financiada pelo FGTS, a implementação do novo modelo de financiamento da casa própria para a classe média e as novas contratações do programa Minha Casa, Minha Vida.

Segundo Ieda Vasconcelos, economista-chefe da Cbic, o setor também deve ser beneficiado pela continuidade dos investimentos em infraestrutura, que somaram R$ 280 bilhões em 2025 —cerca de 3% acima de 2024—, sendo 84% de origem privada.

Apesar do otimismo, a escassez de profissionais, a situação fiscal do país e um ritmo de crescimento mais lento da economia continuam no radar de riscos dos construtores para este ano.

Em 2025, o setor sentiu os efeitos do que economistas classificam como "ambiente monetário restritivo". Com a taxa de juros no maior patamar em quase duas décadas, o crescimento da construção, que havia sido de 4,2% em 2024, desacelerou para 1,3% no ano passado.

Levantamento da Sondagem da Construção, realizada pela CNI (Confederação Nacional da Indústria) com apoio da Cbic, apontou recuo no nível de atividade e na confiança dos empresários ao longo de 2025. Pela primeira vez em meses, a carga tributária ultrapassou a taxa de juros como a principal preocupação dos executivos no final de 2025. A falta de mão de obra qualificada apareceu na sequência.

O estudo mostra que o setor também enfrentou pressão de custos acima da média da economia. Enquanto o IPCA (inflação oficial) fechou 2025 em 4,26%, o INCC (Índice Nacional de Custo da Construção) avançou 5,92%. O principal fator foi a alta de 8,98% nos custos com mão de obra, reflexo de um mercado de trabalho com baixo índice de desemprego.

O Brasil encerrou 2025 com a menor taxa de desemprego da série histórica (5,1%). Na construção, o saldo de vagas foi positivo, com 87.878 novos postos criados, elevando o total de trabalhadores formais para 2,9 milhões. O salário médio de admissão no setor é de R$ 2.476,70, se mantendo acima da média nacional (R$ 2.294,62).

São Paulo liderou a geração de vagas, com destaque para serviços especializados. Já Minas Gerais, que entre 2020 e 2024 ficou entre os cinco estados com a maior geração de novos empregos na construção, registrou o saldo mais negativo do país, perdendo mais de 6.000 postos, principalmente no segmento de obras de infraestrutura.

A construção de edifícios respondeu pelo maior número de novos postos de trabalho (43.054). Esse resultado ficou 5,2% inferior ao registrado em 2024 (45.415).

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