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Após críticas, TSE exclui de cálculo da cota feminina gastos com seguranças de candidatas

Após críticas, TSE exclui de cálculo da cota feminina gastos com seguranças de candidatas

Corte eleitoral aprovou nesta quinta-feira (26) sete resoluções com regras para pleito de 2026

Por Isadora Albernaz/Folhapress

26/02/2026 às 18:00

Foto: Luiz Roberto/TSE

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A presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia

O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) aprovou, nesta quinta-feira (26), uma resolução que permite o uso do financiamento público de campanha para despesas relacionadas ao combate à violência política contra mulheres, inclusive por meio da contratação de seguranças. No entanto, o tribunal determinou que esses gastos não serão computados para cumprimento da cota mínima de 30% do fundo eleitoral que precisa ser destinada para candidaturas femininas.

A mudança em relação ao que previa o texto prévio da resolução, de janeiro, ocorre depois de especialistas e organizações indicarem que a medida poderia enfraquecer as cotas femininas. Eles argumentam que essa brecha poderia ser usada para partidos políticos inflarem despesas com segurança para cumprir artificialmente a cota mínima.

"Embora mantido o reconhecimento como eleitorais das despesas voltadas à prevenção e ao combate da violência política contra a mulher, deixou-se de explicitar na resolução a possibilidade de seu custeio com recursos do FEFC [Fundo Especial de Financiamento de Campanha]", afirmou o ministro Nunes Marques, relator das normas.

Segundo as regras atuais, pelo menos 30% do fundo público de campanha recebido pelos partidos deve ser destinado para candidaturas femininas. Em 2026, estão previstos R$ 4,9 bilhões para o fundo eleitoral.

Os ministros analisaram na sessão desta quinta sete resoluções que vão orientar o pleito de outubro. Entre os principais pontos validados, também ficou definido que candidaturas indígenas devem receber financiamento proporcional ao percentual que representam no partido.

Além disso, o tribunal aprovou uma resolução para adequar a regra eleitoral à proposta de emenda constitucional aprovada pelo Congresso Nacional que assegura percentual mínimo de 30% dos recursos a candidatos negros.

O TSE retomará a análise das resoluções na próxima segunda (2). Nessa sessão, deverão ser analisadas normas para propaganda eleitoral e sobre o uso de IA (inteligência artificial). Pelo calendário eleitoral, o prazo para a aprovação dos textos é 5 de março.

As preocupações levadas ao TSE sobre o avanço do uso da IA e seus impactos na eleição incluem questões como a disseminação de nudes falsos, a responsabilização de influenciadores sintéticos e o uso de óculos inteligentes na hora de votar.

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