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Muniz diz ter apoio dos vereadores para aprovar projeto que acaba com cobrança no embarque e desembarque em Salvador
Muniz diz ter apoio dos vereadores para aprovar projeto que acaba com cobrança no embarque e desembarque em Salvador
Por Reinaldo Oliveira, Política Livre
09/06/2026 às 20:00
Atualizado em 09/06/2026 às 22:04
Foto: Política Livre
Ao centro, o presidente da Câmara Municipal de Salvador, Carlos Muniz (PSDB)
O presidente da Câmara Municipal de Salvador, Carlos Muniz (PSDB), voltou a falar sobre o projeto de lei que trata das regras de cobrança no sistema de embarque e desembarque de passageiros no Aeroporto Internacional de Salvador, conhecido como Kiss & Fly. Em entrevista à imprensa após sessão ordinária da Casa Legislativa nesta terça-feira (9), o tucano afirmou que conta com apoio da maioria dos vereadores e reiterou que a matéria deve ser votada no dia 17 de junho.
“Na realidade, todos os vereadores que eu converso, eles são a favor do projeto. Só que eu não posso, por ser presidente, ter privilégios na Câmara. Então, no dia de quinta, a votação eu não estava presente e o projeto não pôde ser votado. E eu também não posso ter o privilégio de pegar um projeto meu, projeto de lei, e colocar no momento que eu quiser. Então, esse projeto vai entrar na pauta de todos os projetos. Tanto de vereadores, como do Executivo Municipal, pode ter certeza que será votado até o dia 17 de junho”, declarou.
Ainda de acordo com o edil, a matéria seguirá o trâmite normal da Câmara e será apreciada dentro da pauta geral de votações nos próximos dias.
Sobre a possibilidade de um acordo com a administração do aeroporto para alterações no texto do projeto, o edil descartou e ressaltou que representantes do terminal participaram de reuniões com vereadores, mas as sugestões apresentadas não atenderam às demandas consideradas necessárias pela Casa.
Ainda durante a entrevista, o chefe do Legislativo soteropolitano criticou o atual modelo do sistema Kiss & Fly, afirmando que o tempo de tolerância é curto e pode gerar custos elevados para os usuários.
“Da forma que está hoje, quem ultrapassa pouco mais de dez minutos acaba pagando cerca de R$ 18, o que considero um valor absurdo e prejudicial à população”, continuou.
Ele ainda comparou a situação com regras adotadas em estacionamentos de shoppings da capital, onde, de acordo com ele, houve ampliação do tempo de permanência sem cobrança após negociações.
“Nos shoppings, o tempo passou de 15 para 30 minutos. Se fosse ajustado o prazo no aeroporto, poderíamos ter um sistema mais equilibrado para a população”, finalizou.
