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Justica de Israel estende por dois dias prisão de ativistas brasileiro e palestino detidos em flotilha para Gaza
Justica de Israel estende por dois dias prisão de ativistas brasileiro e palestino detidos em flotilha para Gaza
Por Folhapress
03/05/2026 às 09:40
Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil/Arquivo
Flotilha com mais de 50 embarcações foi interceptada em águas internacionais, e cerca de 175 foram presosFlotilha com mais de 50 embarcações foi interceptada em águas internacionais, e cerca de 175 foram presos
Um tribunal israelense autorizou, neste domingo (3), a prorrogação por dois dias da prisão preventiva de dois ativistas, um brasileiro e outro palestino-espanhol, que faziam parte de uma flotilha com destino à Faixa de Gaza. Israel os acusa de ligações com uma organização sancionada pelos Estados Unidos, informou uma ONG à agência de notícias AFP.
A flotilha, composta por mais de 50 embarcações, partiu da França, Espanha e Itália com o objetivo de romper o bloqueio israelense a Gaza e entregar suprimentos ao devastado território palestino. As forças israelenses os interceptaram em águas internacionais, na costa da Grécia, na madrugada de quinta (30).
Um tribunal israelense autorizou, neste domingo (3), a prorrogação por dois dias da prisão preventiva de dois ativistas, um brasileiro e outro palestino-espanhol, que faziam parte de uma flotilha com destino à Faixa de Gaza. Israel os acusa de ligações com uma organização sancionada pelos Estados Unidos, informou uma ONG à agência de notícias AFP.
A flotilha, composta por mais de 50 embarcações, partiu da França, Espanha e Itália com o objetivo de romper o bloqueio israelense a Gaza e entregar suprimentos ao devastado território palestino. As forças israelenses os interceptaram em águas internacionais, na costa da Grécia, na madrugada de quinta (30).
Segundo Israel, cerca de 175 ativistas foram detidos —entre eles, quatro brasileiros. Dois deles foram transferidos para Israel para interrogatório. O palestino-espanhol Saif Abu Keshek e o brasileiro Thiago Ávila compareceram, neste domingo (3), perante um tribunal em Ashkelon, a cerca de 60 km de Tel Aviv.
"O tribunal prorrogou sua detenção por dois dias", disse Miriam Azem, da organização de direitos humanos Adalah. Segundo ela, as autoridades israelenses haviam solicitado uma prorrogação de quatro dias.
O Ministério das Relações Exteriores de Israel acusa os dois ativistas de terem ligações com a Conferência Popular para os Palestinos no Exterior (PCPA), organização sancionada pelo Departamento do Tesouro dos EUA. Washington acusa a PCPA de "agir clandestinamente em nome" do grupo terrorista Hamas.
Segundo Israel, cerca de 175 ativistas foram detidos —entre eles, quatro brasileiros. Dois deles foram transferidos para Israel para interrogatório. O palestino-espanhol Saif Abu Keshek e o brasileiro Thiago Ávila compareceram, neste domingo (3), perante um tribunal em Ashkelon, a cerca de 60 km de Tel Aviv.
"O tribunal prorrogou sua detenção por dois dias", disse Miriam Azem, da organização de direitos humanos Adalah. Segundo ela, as autoridades israelenses haviam solicitado uma prorrogação de quatro dias.
O Ministério das Relações Exteriores de Israel acusa os dois ativistas de terem ligações com a Conferência Popular para os Palestinos no Exterior (PCPA), organização sancionada pelo Departamento do Tesouro dos EUA. Washington acusa a PCPA de "agir clandestinamente em nome" do grupo terrorista Hamas.
O Ministério das Relações Exteriores de Israel afirma que Abu Keshek é um membro proeminente da PCPA e que Ávila tem ligações com a organização e é "suspeito de atividades ilegais".
A Espanha diz que a detenção de Abu Keshek é ilegal e rejeita a acusação israelense. Segundo o Ministério das Relações Exteriores, o governo de Pedro Sánchez exige a "libertação imediata" do ativista. A pasta acrescentou que o cônsul espanhol em Tel Aviv acompanhou o "espanhol detido ilegalmente" à audiência.
O Ministério das Relações Exteriores de Israel afirma que Abu Keshek é um membro proeminente da PCPA e que Ávila tem ligações com a organização e é "suspeito de atividades ilegais".
A Espanha diz que a detenção de Abu Keshek é ilegal e rejeita a acusação israelense. Segundo o Ministério das Relações Exteriores, o governo de Pedro Sánchez exige a "libertação imediata" do ativista. A pasta acrescentou que o cônsul espanhol em Tel Aviv acompanhou o "espanhol detido ilegalmente" à audiência.
O Itamaraty divulgou uma nota conjunta com o governo espanhol, antes da extensão da prisão, condenando o que classificou de "sequestro de dois de seus cidadãos em águas internacionais por parte do governo de Israel" e exigindo o retorno imediato de Ávila e de Abu Keshek com garantias de segurança.
"Esta ação flagrantemente ilegal das autoridades de Israel, fora de sua jurisdição, é uma afronta ao direito internacional, acionável em cortes internacionais, e configura delito em nossas respectivas jurisdições", afirma a nota.
Os organizadores da flotilha afirmam que a interceptação israelense ocorreu a mais de mil quilômetros de Gaza. Eles a chamam de "armadilha mortal calculada no mar".
Dezenas de ativistas detidos desembarcaram na ilha grega de Creta na sexta-feira (1º). Em 2025, a primeira viagem da Flotilha Global Sumud para Gaza atraiu a atenção mundial. Mas centenas de ativistas, incluindo Greta Thunberg e Thiago Ávila, foram presos no mar, levados para Israel e depois deportados.
O Itamaraty divulgou uma nota conjunta com o governo espanhol, antes da extensão da prisão, condenando o que classificou de "sequestro de dois de seus cidadãos em águas internacionais por parte do governo de Israel" e exigindo o retorno imediato de Ávila e de Abu Keshek com garantias de segurança.
"Esta ação flagrantemente ilegal das autoridades de Israel, fora de sua jurisdição, é uma afronta ao direito internacional, acionável em cortes internacionais, e configura delito em nossas respectivas jurisdições", afirma a nota.
Os organizadores da flotilha afirmam que a interceptação israelense ocorreu a mais de mil quilômetros de Gaza. Eles a chamam de "armadilha mortal calculada no mar".
Dezenas de ativistas detidos desembarcaram na ilha grega de Creta na sexta-feira (1º). Em 2025, a primeira viagem da Flotilha Global Sumud para Gaza atraiu a atenção mundial. Mas centenas de ativistas, incluindo Greta Thunberg e Thiago Ávila, foram presos no mar, levados para Israel e depois deportados.
