Home
/
Noticias
/
Exclusivas
/
PSB articula segunda secretaria no governo Jerônimo em movimento para se fortalecer e manter Fabíola Mansur na Assembleia
PSB articula segunda secretaria no governo Jerônimo em movimento para se fortalecer e manter Fabíola Mansur na Assembleia
Por Política Livre
11/12/2025 às 20:00
Atualizado em 11/12/2025 às 23:17
Foto: Divulgação
A deputada estadual Fabíola Mansur (PSB)
Discretamente, o PSB decidiu entrar pesado na disputa por mais espaço no primeiro escalão do governo Jerônimo Rodrigues (PT). Consolidado no comando da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE), a sigla presidida na Bahia pela deputada federal Lídice da Mata agora mira a Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM), hoje sob controle do PT, como parte da reforma administrativa que o morador do Palácio de Ondina pretende fazer ainda em dezembro, quando sairão auxiliares que disputarão as eleições de 2026.
Além de se fortalecer dentro do governo, o movimento tem o objetivo de preservar o mandato da deputada estadual Fabíola Mansur (PSB), suplente do titular da SDE, o deputado estadual licenciado Angelo Almeida, que deixará o cargo para concorrer à reeleição. Se isso ocorrer sem rearranjo, Fabíola perde a cadeira.
A solução encontrada pelo PSB, e que teria simpatia do próprio governador, é pleitear a SPM para a deputada Soane Galvão (PSB). A parlamentar já decidiu não disputar a reeleição para apoiar o marido, o ex-prefeito de Ilhéus Mário Alexandre (PSD), candidato a uma vaga na Assembleia. Com Soane assumindo a secretaria, Fabíola continuaria na Casa, mantendo o PSB com duas cadeiras asseguradas no Legislativo.
A operação, revelada inicialmente pela coluna Radar do Poder, chega no momento em que Fabíola avaliava migrar para o Avante a convite do ex-prefeito de Irecê Elmo Vaz, de quem é aliada e que fez a mesma mudança partidária este ano.
A aliados, a parlamentar demonstrou desconforto com as articulações da cúpula do PSB, com o aval do governo, para abrigar os deputados estaduais Niltinho (PP), Hassan Iossef (PP), Antonio Henrique Jr. (PP) e Eduardo Sales (PP), o que tornaria a legenda mais pesada e aumentaria a disputa interna no pleito de 2026, especialmente para quem não ocupa cadeira na Assembleia ou tem o mandato dividido com um titular.
Além de fortalecer o PSB, Jerônimo trabalha para reorganizar o equilíbrio interno da base. A entrada dos pepistas atende ao esforço do governador de tornar o PSB um polo forte dentro do seu grupo político, impedindo que aliados robustos como o PSD do senador Otto Alencar ou o Avante, ligado ao ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), ampliem demais sua força em 2026 e 2028.
Para completar a equação, o governador terá de administrar a inevitável insatisfação de outros partidos da base ao dar mais uma secretaria ao PSB, caso isso de fato ocorra. O PDT é o maior exemplo: até agora não foi contemplado com cargos no primeiro escalão deve intensificar as cobranças em dezembro. O Avante, que disputa protagonismo no governo, também deve reagir caso o PSB receba mais uma secretaria.
A engrenagem ainda envolve convencer o PT a desocupar a SPM, atualmente comandada pela deputada estadual Neusa Cadore, que vai deixar o posto para concorrer novamente à Assembleia. Entre cortar espaço no próprio partido visando abrir mão de uma secretaria para atender um aliado, emissários do governador avaliam que o movimento deve causar menos ruído interno do que "cortar na carne" de outra legenda da base para contemplar o PSB.
Vale destacar que Lídice não quer indicar Soane Galvão para a SDE e nem o governo aceitaria o nome da parlamentar, pois não teria o perfil para o cargo. Angelo Almeida manifestou ao partido o interesse em ser substituído pelo atual chefe de gabinete da pasta, Aécio Moreira do Nascimento.
Leia também:
