Home
/
Noticias
/
Salvador
/
Precisamos romper o silêncio e encarar o problema de frente, diz vereadora no Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio
Precisamos romper o silêncio e encarar o problema de frente, diz vereadora no Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio
Por Redação
10/09/2024 às 12:54
Atualizado em 10/09/2024 às 13:38
Foto: Valdemiro Lopes/Arquivo/CMS

Neste Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio, celebrado em 10 de setembro, a presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher e vice da Comissão de Reparação, vereadora Ireuda Silva (Republicanos), reforça a importância de ações concretas e políticas públicas voltadas para a saúde mental. "Este é um momento para refletirmos sobre o impacto da saúde emocional na vida das pessoas e sobre como a prevenção ao suicídio deve ser tratada como uma prioridade. Não podemos ignorar os sinais de alerta e o sofrimento que muitas vezes fica oculto", afirma a parlamentar.
Ireuda destaca que, embora o tema ainda seja cercado de estigma, é essencial promover diálogos abertos e sem preconceitos. "Precisamos falar sobre saúde mental com a mesma naturalidade com que falamos de saúde física. O suicídio é uma questão de saúde pública e exige uma abordagem humanizada e atenta. A falta de assistência e de espaços para falar sobre sentimentos e angústias pode agravar um quadro que, muitas vezes, é reversível", explica.
A vereadora, que preside a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, lembra ainda que a situação das mulheres, especialmente as negras e de periferia, merece atenção especial. "A violência doméstica, o racismo, a desigualdade econômica e social são fatores que impactam diretamente a saúde mental dessas mulheres".
Programas como o Simm Mulher, voltado para o empoderamento econômico das mulheres, e a Patrulha Guardiã Maria da Penha, que combate a violência doméstica, também são formas indiretas de prevenção. "Quando oferecemos oportunidades de emprego, suporte e acolhimento, estamos, de certa forma, prevenindo o desespero e proporcionando novas perspectivas de vida", argumenta Ireuda.
No âmbito municipal, Ireuda propõe a ampliação dos serviços de apoio psicológico, especialmente nas escolas e unidades de saúde. "A prevenção ao suicídio começa com o fortalecimento da saúde mental desde cedo. Nas escolas, precisamos de profissionais capacitados para lidar com as questões emocionais dos jovens, que são uma das faixas etárias mais vulneráveis."
A vereadora conclui lembrando que o suicídio é uma questão que afeta a todos e que a sociedade como um todo precisa estar envolvida na busca por soluções. "Precisamos romper o silêncio, acolher e oferecer ajuda. Falar sobre suicídio é falar sobre a vida e sobre a importância de cuidar uns dos outros."
