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BC vê impacto do choque de juros no 'aumento moderado' da inadimplência, mostra ata
BC vê impacto do choque de juros no 'aumento moderado' da inadimplência, mostra ata
Por Nathalia Garcia/Folhapress
01/11/2022 às 09:06
Atualizado em 01/11/2022 às 09:06
Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

O Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central já vê os impactos do choque de juros nas concessões de crédito para as famílias e no aumento moderado da inadimplência, conforme ata divulgada nesta terça-feira (1º).
"Nota-se um impacto nos dados recentes referentes tanto à composição das concessões de crédito para as famílias quanto ao aumento moderado da inadimplência, em parte associados a uma dinâmica na renda real disponível que sugere retração", disse o BC no documento.
Na última quarta-feira (26), às vésperas do segundo turno das eleições, o Copom manteve a taxa básica de juros (Selic) em 13,75% ao ano.
Foi a segunda reunião seguida em que não houve alteração no patamar da Selic. No encontro anterior, em setembro, o colegiado do BC interrompeu o seu mais intenso ciclo de aperto monetário desde a adoção do regime de metas para inflação, em 1999.
Segundo levantamento da CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo) divulgado em outubro, a inadimplência manteve um elevado ritmo de alta em setembro. No mês, o volume de consumidores que atrasaram o pagamento de dívidas atingiu 30%, o maior desde o início da série histórica.
Foi o terceiro recorde consecutivo do índice, que evoluiu 0,4 ponto percentual em relação ao mês de agosto. Em um cenário econômico marcado pelos juros altos, os débitos já contraídos encarecem e apertam o orçamento das famílias, especialmente as de menor renda.
