União Brasil anuncia Soraya Thronicke como pré-candidata à Presidência
Por Bruno B. Soraggi/Folhapress
02/08/2022 às 17:15
Atualizado em 02/08/2022 às 21:14
Foto: Divulgação/Arquivo

O União Brasil lançou a senadora Soraya Thronicke como pré-candidata da legenda à Presidência da República.
O anúncio foi feito pelo presidente da agremiação, o deputado federal Luciano Bivar, na tarde desta terça-feira (2), em evento na cidade de São Paulo.
"Agradeço o convite de ter sido escolhida para substituir nesse momento o presidente Luciano Bivar. É uma tarefa muito difícil", disse Soraya no evento. "Pernambuco chamou o Luciano Bivar. O partido me chamou também. São missões que a vida nos coloca e eu pretendo honrar", afirmou ela.
"É um momento sério que exige de nós, pessoas públicas, uma atenção redobrada. Nós, que estamos nos verdadeiros bastidores, sabemos o que o país vem passando. Então não poderíamos ser omissos nesse momento", afirmou a senadora.
A decisão de propor Soraya como pré-candidata ocorre após a desistência de Bivar de concorrer ao Palácio do Planalto. Ele tentará um novo mandato na Câmara dos Deputados. O pernambucano não pontuou na pesquisa Datafolha da semana passada, que mostra o ex-presidente Lula (PT) em primeiro lugar nas intenções de voto, 18 pontos à frente de Jair Bolsonaro (PL).
O nome de Soraya, que é senadora pelo Mato Grosso do Sul, ainda precisa ser oficializado na convenção nacional da União Brasil, marcada para a sexta-feira (5). Eleita na onda bolsonarista de 2018, Soraya está no meio do mandato no Senado Federal e tem mais quatro anos pela frente.
O evento contou com as presenças de outras figuras do partido, como o vereador paulistano Milton Leite, o deputado federal Júnior Bozzella e o vice-presidente da agremiação, Antônio Rueda.
O partido de Bivar detém a maior fatia de fundo eleitoral e o maior tempo de propaganda de rádio e televisão. Isso levou a campanha presidencial de Lula a buscar o apoio da legenda. Para aliados do petista, conseguir mais espaço na TV traria um impacto importante para a campanha petista e aumentaria as chances de uma definição ainda no primeiro turno.
A hipótese de o União Brasil apoiar Lula no primeiro turno, porém, é considerada remota por integrantes da cúpula do partido.
A agremiação foi formada a partir da fusão do PSL —antiga sigla de Bolsonaro— com o DEM. A ala do DEM se opõe a uma aliança com Lula e argumenta que o bloco de Bivar não tem força nacionalmente para impor um acordo com o PT.
Na esfera estadual paulista, o União Brasil e o MDB reivindicam o posto de vice-governador na chapa de Rodrigo Garcia (PSDB), deixando em segundo plano uma possível candidatura ao Senado. Mas dirigentes da legenda dizem que, caso Rodrigo não dê ao partido a possibilidade de indicar o candidato a vice, a legenda poderia apoiar Fernando Haddad (PT) no Estado.
