MDB baiano espera movimentação do PP para decidir futuro, diz jornal
Por Redação
17/12/2021 às 09:39
Atualizado em 17/12/2021 às 09:39
Foto: Reprodução/Facebook/Arquivo

A cúpula do MDB-BA espera a movimentação do PP – partido do vice-governador João Leão – para decidir o futuro político. Os emedebistas hoje estão divididos entre as candidaturas ao governo da Bahia de Jaques Wagner (PT) e de ACM Neto (DEM).
De acordo com informações publicadas nesta sexta-feira (17) pelo jornal Tribuna da Bahia, a definição sobre o caminho que seguirá só deve acontecer lá para março.
Os emedebistas entendem que, se o PP nacional decidir integrar a chapa de Jair Bolsonaro (PL), haverá uma pressão para que os diretórios estaduais apoiem a reeleição do presidente. Principalmente, se o candidato a vice-presidente for o senador licenciado e ministro-chefe da Casa Civil, Ciro Nogueira.
Nogueira era presidente da legenda, e se afastou para assumir o cargo na administração federal. Apesar disto, permanece sendo o mandachuva da agremiação partidária.
A avaliação da cúpula do MDB-BA é de que, se Ciro Nogueira for o postulante a vice-presidente, ele não aceitará entrar na corrida eleitoral para perder, e vai exigir o apoio de todos os diretórios estaduais para consolidar a vitória. Diante da pressão, o entendimento de emedebistas é de que o PP pode acabar rompendo com o grupo liderado pelo governador Rui Costa (PT) e pelo senador Jaques Wagner.
Neste cenário, pode surgir, inclusive, uma vaga na chapa para o MDB, como ocorreu na eleição de 2006. Naquele ano, o partido indicou Edmundo Pereira Santos para ser o vice-governador na majoritária encabeçada pelo senador Jaques Wagner. O MDB hoje integra a base política do prefeito soteropolitano Bruno Reis (MDB).
O ex-deputado federal Lúcio Vieira Lima admitiu que seu partido pode deixar o grupo de Bruno Reis para integrar a base política petista. “Não termos nenhum constrangimento em não apoiar ACM Neto, se for caso. E não temos compromisso com Bruno de não seguir esse caminho (de apoiar Wagner)”, ressaltou ao site BNews.
Mandato
Ainda segundo a Tribuna, a cúpula do MDB-BA avalia pedir mandatos de vereadores que deixarem o partido para ser candidato na eleição de 2022 por outra legenda, segundo apurou a reportagem. A janela partidária do próximo ano permitirá apenas que deputados estaduais e federais troquem de agremiação política sem correr o risco de perder o mandato.
Em entrevista à reportagem, o presidente nacional do MDB, o deputado federal Baleia Rossi afirmou que os diretórios estaduais terão poder para pedir o mandato de vereadores, que decidirem deixar a sigla. “Alguns membros do partido querem levar esse assunto para Executiva (nacional), mas os diretórios estaduais vão resolver caso a caso. Como regra, não vamos liberar ninguém que usou os votos do partido para ganhar o mandato”, declarou.
Presidente do MDB-BA, Alexandre Futuca evitou tratar do tema publicamente. “Não podemos antecipar algo que não aconteceu ainda”, disse ele. A possibilidade de o MDB-BA pedir o mandato dos filiados ainda está em discussão, mas, se houver a concretização, pode afetar, entre outros nomes, o presidente da Câmara de Salvador, Geraldo Júnior.
O chefe do Legislativo soteropolitano pretende deixar o partido, caso a legenda decida apoiar a candidatura do senador Jaques Wagner ao governo da Bahia. Geraldo Júnior quer estar ao lado do ex-prefeito soteropolitano ACM Neto.
