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Covid-19: Lewandowski dá 48 horas para governo se manifestar sobre vacinação de crianças

Covid-19: Lewandowski dá 48 horas para governo se manifestar sobre vacinação de crianças

Por Estadão Conteúdo

17/12/2021 às 19:15

Atualizado em 17/12/2021 às 19:16

Foto: André Dusek/Estadão/Arquivo

O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF)

O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu 48 horas para o governo federal se manifestar sobre a atualização do Programa Nacional de Imunização (PNI) para vacinar crianças de 5 a 11 anos contra a covid-19 antes da volta às aulas no primeiro semestre de 2022.

A União também precisa se posicionar sobre a criação de um ‘Dia D’ para imunização ou de possi?veis datas para implementar mutiro?es de vacinac?a?o.

A ordem foi dada em uma ação movida por partidos de oposição que, desde outubro do ano passado, cobram medidas mais efetivas para a imunização da população contra o novo coronavírus. Em um novo capítulo do processo, o Partido dos Trabalhadores (PT) pediu que o Ministério da Saúde seja obrigado a estabelecer um cronograma para a distribuição dos imunizantes a crianças na faixa dos 5 aos 11 anos.

“O ini?cio da vacinac?a?o depende, agora, apenas e ta?o somente do calenda?rio e da logi?stica do Programa Nacional de Imunizac?o?es do Ministe?rio da Sau?de”, afirma o partido ao STF.

A investida vem após a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizar a aplicação da vacina da Pfizer, contra a covid-19, em crianças de 5 a 11 anos. A formulação da dose pediátrica equivale a um terço da usada em pessoas com mais de 12 anos. A orientação é para administração de duas doses, com intervalo de 21 dias, cada uma com 10 microgramas.

O Ministério da Saúde começou a se preparar para a vacinação de crianças em novembro, antes da autorização da Anvisa, e negociou com a Pfizer 40 milhões de doses. A entrega dos imunizantes foi condicionada ao aval do órgão.

A imunização de crianças, no entanto, enfrenta resistência do presidente Jair Bolsonaro e de apoiadores da ala ideológica do governo. No fim de outubro, antes de a Pfizer pedir a inclusão das crianças na bula do imunizante, diretores da Anvisa foram ameaçados de morte por e-mail por um homem do Paraná.

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