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Vamos brigar para aprovar cota de 30% para mulheres, diz presidente de movimento de formação de candidatas
Vamos brigar para aprovar cota de 30% para mulheres, diz presidente de movimento de formação de candidatas
Por Angela Boldrini / Folha de São Paulo
25/05/2021 às 09:11
Atualizado em 25/05/2021 às 09:11
Foto: Pedro Ladeira/Folhapress

A reforma política deve aprovar cotas de ao menos 30% das cadeiras do Legislativo para mulheres, defende Talita Nascimento, presidente do Vamos Juntas, movimento de formação de candidatas criado em 2019.
O Congresso discute o estabelecimento de cotas de 15%. Hoje, os partidos são obrigados a destinar 30% dos recursos eleitorais para candidatas mulheres.
“É claro que 15% de cota é melhor do que nada e a gente vai defender isso, mas 30% é o que faz mais sentido considerando a regra do financiamento”, afirma Talita, que é também chefe de gabinete da deputada Tabata Amaral (PDT-SP) —a congressista é presidente de honra do Vamos Juntas.
O Vamos Juntas formou 51 candidatas e elegeu 11 em seu projeto piloto, com trabalho voluntário. Agora, o movimento quer se institucionalizar para ampliar as candidaturas para 400 em 2022.
O financiamento se dá por meio de editais, como o do Instituto Update, voltado para inovação política, e também campanhas de arrecadação online.
A presidente do movimento afirma que é importante que as candidatas “entendam o papel da mulher na política”, mas diz que mesmo no espectro conservador o aumento de mulheres é importante.
“A bancada feminina aqui na Câmara é bastante diversa, tem mulheres mais à direita e mais à esquerda, mas que em temas que envolvem principalmente participação da mulher na política acabam sendo unidas”, diz. “Entre um homem conservador e uma mulher conservadora, eu prefiro a mulher.”
