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Justiça proíbe atos contra e a favor de Bolsonaro no mesmo local e horário em SP

Justiça proíbe atos contra e a favor de Bolsonaro no mesmo local e horário em SP

Por Folhapress

06/06/2020 às 08:01

Atualizado em 06/06/2020 às 08:01

Foto: Divulgação

O juiz Rodrigo Galvão Medina proibiu que grupos “manifestamente antagônicos entre si” se reúnam para protestar no mesmo horário, na avenida Paulista, neste domingo (7)

O juiz Rodrigo Galvão Medina proibiu que grupos “manifestamente antagônicos entre si” se reúnam para protestar no mesmo horário, na avenida Paulista, neste domingo (7). Atos contra e a favor do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) estavam marcados para acontecer no local.

Na decisão, desta sexta-feira (5), Medina diz que a medida tem por objetivo evitar “confrontos e prejuízos decorrentes desta realidade, zelando as autoridades administrativas competentes para que tal empreitada possa ter seu efetivo sucesso”.

O magistrado, do Tribunal de Justiça de São Paulo, atendeu a um requerimento da Procuradoria-Geral do Estado de São Paulo. Na decisão, são citados grupos que estarão impedidos de promover os protestos. São movimentos de direita e de esquerda.

Na lista estão os grupos "Atos Antifascismo", "Democracia", "Pedalada Antifascista", "Mais Democracia", "Ato Antifascista", "Torcida Organizada", "Mancha Verde", "Torcida Independente", "Torcida Jovem", “Gaviões da Fiel", "Secundaristas em Luta", "Canal Secundaristas", "Democracia, fascismo, racismo e Homofobia, LBTQA", "Vidas Pretas Importam", “BRASIL CONTRA O COMUNISMO", “Movimento Juntos Pela Pátria”, “Damas de Aço” e “Guerreiras do Sudoeste”.

Bolsonarou chegou a pedir a seus apoiadores que não fossem às manifestações de domingo. "Olha, estão marcando domingo um movimento, né? Deixa eles sozinhos domingo. Eu não coordeno nada, não sou dono de grupo. Não participo de nada. Só vou prestigiar vocês, que estão me apoiando, fazem um movimento limpo, decente, pela democracia, pela lei e pela ordem. Eu apenas compareço", disse.

O chefe do Executivo ainda classificou como marginais e terroristas os integrantes dos chamados grupos antifascistas que estão promovendo protestos contra o seu governo.

Em reunião também nesta sexta, em São Paulo, entre os organizadores de atos de ambos os lados, a Polícia Militar e o Ministério Público tentaram chegar a um acordo, mas os atos haviam sido mantidos.

No último domingo (31), um ato contra Bolsonaro convocado por torcidas organizadas acabou sendo dispersado por bombas de gás lançadas pela PM. Na avenida Paulista, também havia uma manifestação a favor de Bolsonaro e houve conflito entre as partes.

O presidente classificou como marginais e terroristas os integrantes dos chamados grupos antifascistas que estão promovendo protestos contra o seu governo.

Para evitar que isso se repetisse, a PM tentou fazer com que um dos lados aceitasse mudar o dia ou o local da nova manifestação, mas não houve consenso nas reuniões.

As autoridades chegaram a sugerir que bolsonaristas se manifestassem na região do Ibirapuera, onde já existe um acampamento desses grupos, mas eles não aceitaram. Diante do impasse, havia ficado acertado que os dois atos ocorreriam no domingo.

No começo da semana, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), havia dito que não permitiria mais duas manifestações no mesmo local e na mesma hora

"Estamos em acordo com a Prefeitura [da cidade de São Paulo] para que, a partir de agora, não tenhamos mais duas manifestações no mesmo local, no mesmo horário, no mesmo dia", disse.

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