/

Home

/

Noticias

/

Brasil

/

Heleno diz que parlamentares 'chantageiam' governo; Maia chama ministro de 'radical ideológico'

Heleno diz que parlamentares 'chantageiam' governo; Maia chama ministro de 'radical ideológico'

Por Estadão

19/02/2020 às 14:00

Atualizado em 19/02/2020 às 14:00

Foto: Dida Sampaio/Estadão

Ministro do Gabinete de Segurança Institucional, general Augusto Heleno

Um dos principais auxiliares do presidente Jair Bolsonaro, o ministro do Gabinete de Segurança Institucional, general Augusto Heleno, afirmou que as "insaciáveis reivindicações" de parlamentares por fatias do Orçamento prejudicam a atuação do Executivo e vão contra os preceitos de um regime presidencialista.

A declaração, feita nesta quarta-feira no Twitter, ocorre após ele reclamar de "chantagem" durante conversa com os ministros Paulo Guedes (Economia) e Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo em cerimônia no Palácio da Alvorada. "Rapaz, nós não podemos aceitar esses caras chantagearem a gente o tempo todo. Fodam-se", afirmou Heleno ontem, em áudio captado pela transmissão de evento no Palácio da Alvorada.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), reagiu e qualificou o chefe do GSI como "radical ideológico". “Geralmente na vida, quando a gente vai ficando mais velho vai ganhando equilíbrio, experiência e paciência. O ministro pelo jeito está ficando mais velho e está falando como um jovem”, disse nesta terça. “Uma pena que um ministro com tantos títulos tenha se transformado num radical ideológico”.

Como mostrou o Estado, uma semana após o governo anunciar um acordo com o Congresso sobre os vetos no Orçamento, Bolsonaro determinou que seus auxiliares voltassem à mesa de negociação. Irritado, disse que não quer ficar “refém” do Legislativo, pedindo dinheiro aos parlamentares e ameaçou até judicializar a questão caso seus vetos sejam derrubados no Congresso.

O acordo devolveria ao Executivo o controle sobre R$ 11 bilhões das chamadas despesas discricionárias, que incluem investimentos e custeio da máquina, antes “carimbadas” pelos parlamentares para emendas. Também ficariam de fora do projeto, por exemplo, o prazo de 90 dias que havia sido estabelecido pelo Congresso para o governo garantir o pagamento das emendas e também a punição, caso o Executivo não efetuasse as transferências. Na reavaliação dos termos do acordo, Bolsonaro avaliou que não era vantajoso.

Heleno afirmou em suas postagens que as opiniões são de sua "inteira responsabilidade", e que não são fruto de conversas anteriores dele com Bolsonaro ou com quaisquer outros ministros. O ministro do GSI lamentou a divulgação da conversa. "Em mais um lamentável episódio de invasão de privacidade, hábito louvado no Brasil, vazou para a imprensa uma conversa que tive com o Dr. Paulo Guedes e o Gen. Ramos", escreveu no Twitter.

Comentários
Importante: Os comentários são de responsabilidade dos autores e não representam a opinião do Política Livre
politica livre
O POLÍTICA LIVRE é o mais completo site sobre política da Bahia, que revela os bastidores da política baiana e permite uma visão completa sobre a vida política do Estado e do Brasil.
CONTATO
(71) 9-8801-0190
SIGA-NOS
© Copyright Política Livre. All Rights Reserved

Design by NVGO

Nós utilizamos cookies para aprimorar e personalizar a sua experiência em nosso site. Ao continuar navegando, você concorda em contribuir para os dados estatísticos de melhoria. Conheça nossa Política de Privacidade e consulte nossa Política de Cookies.