Delatora cita R$ 2 mi a Efraim Filho por apoio à reeleição de Coutinho
Por Estadão Conteúdo
06/01/2020 às 17:30
Atualizado em 06/01/2020 às 18:18
Foto: André Dusek/Estadão

Em delação premiada, a ex-procuradora-geral do Estado da Paraíba, Livânia Farias, afirma que o deputado federal Efraim Filho (DEM-PB) recebeu propinas de R$ 2 milhões em troca do apoio eleitoral à campanha que reelegeu o ex-governador Ricardo Coutinho (PSB), em 2014.
O ex-chefe do executivo do Estado chegou a ser preso no dia 20 de dezembro na Operação Calvário, que mira desvios de até R$ 134,2 milhões da Saúde em sua gestão. Por ordem do ministro Napoleão Maia, do Superior Tribunal de Justiça, foi solto no dia seguinte. Coutinho é o principal nome citado na delação de Livânia.
Ela afirmou ao Ministério Público Estadual da Paraíba que o ex-governador recebeu R$ 4 milhões em dinheiro vivo, na residência oficial do Executivo, a Granja de Santana. Um dos anexos da delação da ex-secretária da Administração, que também foi procuradora-geral do Estado, é dedicado a narrar a suposta compra de apoio eleitoral do deputado Efraim Filho (DEM), e seu partido, ao ex-governador.
Livânia diz ter ouvido de Ivan Burity, ex-secretário de Turismo do Estado, que ‘houve um acordo para que Efraim Filho ficasse com apoio da chapa seria pago um valor de R$2.000.000,00’. Ainda relata a entrega de R$ 1 milhão para Efraim ‘no dia do acordo’.
Ela também cita pagamentos de R$ 250 mil ‘no bairro Jardim Luna, em um prédio defronte a um quiosque da empadinha Barnabé’.
Pai, filho e R$ 1 milhão
Em sua delação premiada, a ex-procuradora-geral apontou o deputado federal Hugo Motta (Republicanos) e seu pai, o deputado estadual Nabor Wanderley, em um suposto acordo que envolvia pagamentos da extinta Empresa Paraibana de Serviços Agrícolas (Empasa) a fornecedores.
“QUE recebeu uma determinação do Governador Ricardo Coutinho que efetuasse um pagamento de um produto, no ano de 2018, no valor de R$1.000.000,00 (um milhão de reais); QUE o produto compra e vende para outras pessoas; QUE tinha uma empresa que funciona no Distrito Industrial de Mangabeira por trás de uma empresa de Marketing enorme; QUE teve a oportunidade de ir à empresa em 2014 onde recebeu R$120.000,00 (cento e vinte mil reais) para campanha, em 2014; QUE essa empresa ficou de ser pago; QUE a conversa seria entre RICARDO COUTINHO, HUGO e NABOR; QUE HUGO ligou diversas vezes querendo marcar um encontro; QUE NABOR veio conversar e foi autorizado o valor de R$500.000,00 (quinhentos mil reais) para ser resolvido e os outros R$500.000,00 (quinhentos mil reais) não sabe dizer se foi pago e o que foi resolvido entre HUGO e NABOR, em 2018”, consta, no termo de colaboração. Leia mais no Estadão.
