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Kassio e Zanin determinam que votação seja estendida até 19h apenas em urnas ainda abertas
Kassio e Zanin determinam que votação seja estendida até 19h apenas em urnas ainda abertas
Contagem deve ser realizada nas urnas em seções que já foram fechadas
Por Anna Júlia Lopes/Isadora Albernaz/Luísa Martins/Ana Pompeu/Folhapress
25/10/2026 às 18:25
Atualizado em 25/10/2026 às 18:46
Foto: Luiz Roberto/TSE/Arquivo
O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Kassio Nunes Marques
O presidente do TSE (Tribuanal Superior Eleitoral), ministro Kassio Nunes Marques, determinou que a eleição seja estendida até 19h apenas nas seções em que a votação ainda não foi concluída, e em que as urnas permanecem abertas.
Após a decisão do ministro Cristiano Zanin, do STF (Supremo Tribunal Federal), que prorrogou por duas horas o horário das eleições em todo o país, os ministros do TSE se reuniram para discutir o caso.
A ordem gerou reclamações por parte dos integrantes da corte, que falam em interferências na Justiça Eleitoral.
Zanin determinou que a votação continue até as 19h, mas muitos locais encerram às 17h, como de praxe.
O TRE-DF (Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal), por exemplo, relatou não ter recebido nenhuma notificação formal por parte do Supremo e que não houve tempo hábil para que as seções eleitorais dessem cumprimento à decisão.
Votações em outras capitais, como São Paulo, Belo Horizonte e Curitiba também foram encerradas.
Além de Kassio, Zanin publicou um complemento da sua decisão e também determinou que a votação fosse estendida só às urnas ainda abertas e que a contagem de votos começasse nas seções já fechadas.
"Sem prejuízo das apurações necessárias oportunamente e suas consequências jurídicas, determino que a decisão seja cumprida nos locais onde as urnas não foram fechadas, com a posterior totalização dos votos nas condições enunciadas, sendo que, nas urnas que já foram fechadas os votos serão computados e totalizados, nos termos anteriormente mencionados", escreveu o magistrado.
Ao prorrogar as eleições, o ministro acatou a um pedido da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que pediu para que os horários fossem estendidos em cidades dos estados de São Paulo, Bahia, Piauí, Paraíba, Paraná, Pará, Rio de Janeiro, São Paulo, Alagoas, Pernambuco e Roraima.
Nas redes sociais, eleitores reclamavam da falta de ônibus no horário da votação. A defesa do petista argumentou que o transporte não foi colocado à disposição da população nesses locais.
Lula não foi o único a pedir que o horário fosse estendido. A campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL) também fez o pedido, porém, no TSE.
O pedido da defesa do bolsonarista era para que o horário fosse estendido em cidades dos estados de São Paulo, do Paraná e de Santa Catarina.
De acordo com os advogados de Flávio, a medida seria justificada pelas condições climáticas nessas regiões, que registram chuvas intensas, deslizamentos, alagamentos e bloqueios de vias.
