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Flávio Bolsonaro defende liberação de canal 'Exército do Lula' após PT pedir punição igual para ambos

Flávio Bolsonaro defende liberação de canal 'Exército do Lula' após PT pedir punição igual para ambos

Por Jullia Gouveia, Folhapress

14/10/2026 às 18:04

Foto: Reprodução/Arquivo

Imagem de Flávio Bolsonaro defende liberação de canal 'Exército do Lula' após PT pedir punição igual para ambos

Os candidatos à presidência da República Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL)

A coligação Brasil Pronto Pra Mais, de Lula (PT), pediu nesta quarta-feira (14) que o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) suspenda por 48 horas o canal de WhatsApp "Tropa do Flávio", ligado à campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL). O pedido busca equiparar o tratamento dado ao grupo ao aplicado ao "Exército do Lula", criado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG), suspenso na terça-feira (13) por determinação do ministro Kassio Nunes Marques.

Treze minutos após o protocolo da petição, Flávio apresentou uma manifestação ao tribunal em que concorda com o restabelecimento imediato do canal de Janones, independentemente do prazo de 48 horas, desde que sejam respeitadas as condições impostas pelo ministro.

Na petição, o senador afirma que o "Exército do Lula" operava sem registro e sem identificação do responsável, mas que as decisões de terça corrigiram essas falhas ao definir responsáveis e submeter o grupo às regras de propaganda eleitoral.

Inicialmente, a coligação de Lula havia pedido o restabelecimento do próprio canal, cuja existência foi informada ao TSE no mesmo dia em que o PL complementou os dados sobre o "Tropa do Flávio". Segundo o jurídico da campanha petista, como não houve resposta do tribunal sobre a revogação da suspensão, a coligação decidiu pedir que os dois canais fossem submetidos à mesma restrição.

Criado em 6 de outubro, o "Tropa do Flávio" tem atualmente 1,7 milhão de membros e divulga mensagens de aliados do senador, como os deputados Nikolas Ferreira (PL-MG) e Júlia Zanatta (PL-SC), além de pedidos de mobilização eleitoral.

O "Exército do Lula", por sua vez, ultrapassou 4 milhões de membros antes de sair do ar e foi alvo de uma sequência de decisões judiciais sobre seu funcionamento. Kassio determinou a suspensão do canal após uma ação da campanha de Flávio, que o acusou de disseminar informações falsas. A área técnica do TSE, no entanto, não encontrou no grupo, entre 2 e 11 de outubro, os conteúdos apontados na ação.

Na terça-feira (13), após a campanha de Lula comunicar o endereço do canal à Justiça Eleitoral, Kassio autorizou sua retomada, mas estabeleceu a suspensão por 48 horas, com base em resolução do tribunal.

Como mostrou a Folha, Kassio teria reunião marcada com Janones nesta quarta-feira (14), às 17h, para discutir o caso. O deputado afirmou à coluna que as tentativas de derrubar o grupo contribuíram para seu crescimento e disse ver indícios de tratamento desigual na atuação do ministro.

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