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Lúcio Vieira Lima questiona possibilidade de ACM Neto virar ministro de Flávio Bolsonaro: “O que ele acrescentou?”
Lúcio Vieira Lima questiona possibilidade de ACM Neto virar ministro de Flávio Bolsonaro: “O que ele acrescentou?”
Por Política Livre
13/10/2026 às 10:57
Atualizado em 13/10/2026 às 12:53
Foto: Divulgação/Arquivo
Lúcio Vieira Lima
O presidente de honra do MDB da Bahia, Lúcio Vieira Lima, questionou as especulações sobre uma eventual indicação de ACM Neto (União) para um ministério, caso Flávio Bolsonaro (PL) vença o segundo turno da eleição presidencial. Para o emedebista, o ex-prefeito de Salvador precisaria demonstrar sua influência eleitoral na Bahia para reivindicar espaço no futuro governo.
“Estão dizendo que Neto será ministro. Mas o que mede isso? É a quantidade de votos, não é? Quem apoiou Flávio Bolsonaro foi João Roma (PL) e o senador Angelo Coronel (Republicanos). Os dois, sim, estão com moral. Que moral Neto tem para ser ministro? Só se ele inverter a votação de Flávio na Bahia no segundo turno. Se permanecer, o que acrescenta?”, questionou Lúcio.
Lúcio também afirmou que o resultado da eleição estadual abriu uma nova perspectiva para a disputa pela Prefeitura de Salvador em 2028. Segundo ele, a diferença de votos entre ACM Neto e o governador reeleito Jerônimo Rodrigues (PT) na capital ficou bem abaixo da expectativa anunciada pelo grupo oposicionista, que era de 500 mil.
O emedebista avaliou ainda o desempenho do MDB nas eleições. Apesar de lamentar a derrota do primo Jayme Vieira Lima, que recebeu mais de 115 mil votos e não conseguiu uma cadeira na Câmara dos Deputados, destacou que o partido reelegeu Ricardo Maia e garantiu duas vagas na Assembleia Legislativa, além da vitória do vice-governador Geraldo Júnior.
“Infelizmente Jayme não entrou, o que é uma pena pelo trabalho que ele fez. Demonstrou preparo e vontade de trabalhar. Aconteceu tudo como planejamos, mas infelizmente não deu”, ponderou.
Sobre a participação do MDB no próximo governo Jerônimo, Lúcio disse que pretende reivindicar espaços, mas ressaltou que a prioridade agora é a campanha de segundo turno do presidente Lula. Ele lembrou que a derrota de parlamentares da base aliada deve ampliar a disputa por cargos, especialmente em caso de derrota do presidente no segundo turno.
1 Comentário
juscelino
•
13/10/2026
•
08:36
