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Aliados de Flávio dizem ter avisado governo Trump que senador contestaria resultado da eleição
Aliados de Flávio dizem ter avisado governo Trump que senador contestaria resultado da eleição
Por Isabella Menon, Folhapress
26/10/2026 às 14:40
Atualizado em 26/10/2026 às 19:00
Foto: Reprodução/Truth Social/Arquivo
Presidente dos EUA evitou declarar preferência no segundo turno
Após a vitória do presidente Lula (PT) nas eleições brasileiras, integrantes do governo Donald Trump procuraram aliados de Flávio Bolsonaro (PL) para saber se o senador reconheceria o resultado das urnas.
O governo americano decidiu adiar o reconhecimento da vitória do petista.
Segundo aliados de Flávio ouvidos pela reportagem, integrantes da administração Trump optaram por aguardar uma definição sobre a postura do candidato derrotado antes de decidir como se manifestar sobre o resultado das eleições brasileiras.
O governo Trump, até o início da tarde desta segunda-feira (26), não havia se pronunciado sobre o resultado da eleição. O silêncio ocorre às vésperas de uma nova rodada de contatos diplomáticos entre os dois países.
O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, viajará aos Estados Unidos nesta semana para participar da reunião de chanceleres do G20, marcada para sexta-feira (30) e sábado (31), em Atlanta, na Geórgia. Durante a viagem, o chanceler brasileiro deve se encontrar com o secretário de Estado americano, Marco Rubio, em meio às incertezas sobre a postura da Casa Branca diante da reeleição de Lula.
No domingo (25), antes da conclusão da apuração, um assessor de Trump afirmou à Folha que o presidente americano estava inclinado a reconhecer o resultado das eleições ainda naquela noite, se Flávio ganhasse.
Questionado se essa posição seria mantida em caso de vitória de Lula, o mesmo assessor disse que o cenário não havia sido discutido com o republicano.
Agora, aliados de Flávio afirmam que a possibilidade de questionamento do resultado eleitoral ainda está em discussão.
Figuras próximas a Trump também passaram a questionar o processo eleitoral brasileiro. O filho do presidente americano, Donald Trump Jr., criticou a imprensa dos Estados Unidos por não se manifestar sobre a ampliação do horário de votação no Brasil. O advogado de Trump Martin De Luca passou boa parte do domingo publicando críticas ao processo eleitoral brasileiro nas redes sociais.
Já Steve Bannon, ex-estrategista da Casa Branca, defendeu na manhã desta segunda-feira que Trump e Rubio se pronunciassem sobre a eleição e rompessem relações diplomáticas com o Brasil.
Apesar de não ter declarado apoio público à candidatura de Flávio Bolsonaro, Trump elogiou o desempenho do senador no primeiro turno, quando ele terminou à frente de Lula, classificando o resultado como uma "grande vitória" e algo "impressionante".
Na ocasião, o republicano também publicou uma mensagem nas redes sociais elogiando a rapidez da apuração dos votos no Brasil, que usou para criticar o sistema eleitoral americano.
Já no domingo, dia do segundo turno, evitou comentar sua preferência entre os candidatos. Questionado por jornalistas, limitou-se a dizer que acompanhava a disputa. "Não quero entrar nesse assunto, mas estamos monitorando", afirmou.
