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Datafolha: Eduardo Paes lidera com 43% das intenções de voto no Rio de Janeiro
Datafolha: Eduardo Paes lidera com 43% das intenções de voto no Rio de Janeiro
Douglas Ruas (PL) atingiu 30% das intenções de voto, seguido por Anthony Garotinho (Republicanos), com 8%
Por Italo Nogueira/Folhapress
24/09/2026 às 20:45
Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil/Arquivo
O ex-prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes (PSD), candidato ao governo estadual
O ex-prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes (PSD) mantém liderança nas intenções de voto para o governo estadual, mas vê o presidente da Alerj, Douglas Ruas (PL), em tendência de alta, de acordo com pesquisa divulgada nesta quinta-feira (24) pelo Datafolha.
Paes obteve 43% das intenções de voto, mesmo percentual registrado há duas semanas. Ruas aparece com 30% e reduziu em duas semanas a diferença para o ex-prefeito de 18 para 13 pontos percentuais. O candidato do PL mantém a tendência de alta, tendo saído de 19% há um mês e 25% no levantamento de 11 de setembro.
O ex-governador Anthony Garotinho (Republicanos) aparece em terceiro, com 8%, mesmo patamar das pesquisas anteriores, quando apareceu com 10% em setembro e 9% em agosto. Sua candidatura segue sub judice após o indeferimento pelo TRE (Tribunal Regional Eleitoral), com possibilidade de recurso ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
Declararam estar indecisos 4%, enquanto 6% dos entrevistados afirmaram que pretendem anular o voto ou deixá-lo em branco.
Desconsiderando os eleitores que não optaram por um candidato, Paes tem 48% dos votos válidos, ante 33% de Ruas. Pelas regras eleitorais, vence no primeiro turno o postulante que obtiver mais da metade dos votos válidos.
Nesse cálculo, a diferença, que era de 21 pontos percentuais na pesquisa anterior, caiu para 15.
Contratada pelo jornal Folha de São Paulo e pela TV Globo, a pesquisa do Datafolha, registrada no TSE sob o número RJ-02205/2026, ouviu 1.204 eleitores de terça-feira (22) a esta quinta. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos.
Em um terceiro patamar estão todos os demais candidatos, empatados tecnicamente. O vereador Willian Siri (PSOL), o empresário André Marinho (Novo), o sindicalista Cyro Garcia (PSTU) e o coronel aposentado da PM João Jacques Busnello (Missão) aparecem com 2% cada um. Juliete Pantoja (UP) tem 1% e Luan Monteiro (PCO) não pontuou.
O presidente da Alerj apresenta a maior taxa de convicção no voto, já que 81% declaram estar totalmente decididos da escolha. Entre os que optaram pelo ex-prefeito, 72% afirmam que não pretendem mudar o voto. Entre os que declararam intenção de voto em Garotinho, esse percentual é de 57%.
Eduardo Paes é apontado como a segunda opção de votos por 22% dos entrevistados, enquanto Ruas, de 16%. Garotinho foi mencionado por 8%.
O ex-governador lidera o índice de rejeição com 36% dos entrevistados declarando que não votariam de jeito nenhum nele. O presidente da Alerj é rejeitado por 26%, percentual semelhante de Paes, com 25%.
Cenário sem Garotinho
O Datafolha também testou o cenário sem a presença de Garotinho, o que pode ocorrer caso se confirme o indeferimento do registro no TSE. Neste levantamento, Paes aparece com 46% e Ruas, com 31%.
No cálculo dos votos válidos, o ex-prefeito aparece com 52% das escolhas dos entrevistados, percentual que lhe daria a vitória no primeiro turno. Ruas surge com 35%.
Na pesquisa espontânea, quando o entrevistado indica o nome de preferência antes de receber as opções de candidatos, um terço (33%) se declara indecisa.
Paes manteve os 29% de menções registrados há duas semanas. Ruas subiu de 13% para 20% e Garotinho oscilou para 5% (eram 4% na última pesquisa). Siri foi mencionado por 1% dos entrevistados, enquanto 7% se referiram a outros nomes. Declararam que vão invalidar o voto (nulo ou branco) 4%.
Na simulação de segundo turno entre Paes e Ruas, o ex-prefeito está na frente com 54% das intenções de voto, contra 38% do candidato do PL.
Avaliação de Ricardo Couto
A avaliação sobre a atuação do desembargador Ricardo Couto, governador interino, permanece estável. Pouco mais de um terço (38%) considera a gestão como ótima ou boa, 27% como regular e 18%, ruim ou péssima.
Declararam aprovar o trabalho do magistrado 46% dos entrevistados, enquanto 32% desaprovam e 22% disseram não saber opinar.
