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Aneel aciona bandeira verde em outubro, e conta de luz não terá custo extra pela primeira vez desde maio

Aneel aciona bandeira verde em outubro, e conta de luz não terá custo extra pela primeira vez desde maio

Mudança ocorre após melhora das chuvas no Sul e Sudeste

Por Helena Schuster/Folhapress

25/09/2026 às 19:30

Foto: Marcello Casal jr./Agência Brasil/Arquivo

Imagem de Aneel aciona bandeira verde em outubro, e conta de luz não terá custo extra pela primeira vez desde maio

Torres de transmissão de energia

A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) informou nesta sexta-feira (25), que a bandeira tarifária será verde em outubro. Isso significa que a conta de luz não terá custo extra pela primeira vez após cinco meses de bandeira amarela.

A agência afirmou que o início da transição do período seco para o período úmido em parte das principais bacias hidrográficas do país possibilitou a retirada do acréscimo aos consumidores.

"Houve aumento do volume de chuvas nas regiões Sul e Sudeste, o que contribuiu para estabilizar o nível dos reservatórios das usinas hidrelétricas", disse a Aneel em nota. Isso possibilita a redução do uso de fontes mais caras, como as usinas termelétricas.

O acionamento da bandeira verde já era esperado por analistas.

A bandeira amarela vinha sendo acionada pela Aneel desde maio, impondo acréscimo de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos. Ainda assim, se comparado ao mesmo período do ano passado, o acionamento das bandeiras tarifárias em 2026 está gerando menos custos extras aos consumidores.

De janeiro a abril deste ano, a bandeira permaneceu verde, sem custos adicionais. Em maio, a bandeira amarela entrou em vigor devido a redução de chuvas, e se manteve em vigor até setembro. Neste ano não houve acionamento da bandeira vermelha, que acrescenta um valor mais alto na conta de luz.

Em 2025, houve bandeira verde até abril e amarela em maio. A bandeira vermelha começou a ser acionada em junho, e permaneceu vigente —variando entre os patamares 1 e 2— até novembro.

Em setembro, a energia elétrica residencial subiu 7,42%, após queda de 6,25% no mês anterior. Foi a principal pressão individual do lado das altas no IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15) divulgado nesta sexta.

A volta da inflação era aguardada devido ao fim do bônus de Itaipu, desconto temporário na conta de luz que havia puxado o IPCA-15 para o campo negativo (deflação) em agosto.

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