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PT quer insistir em discurso sobre Master contra Flávio e tenta diferenciar Lula de Jaques
PT quer insistir em discurso sobre Master contra Flávio e tenta diferenciar Lula de Jaques
Por Gabriela Echenique, Folhapress
18/06/2026 às 13:11
Atualizado em 18/06/2026 às 13:30
Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado/Arquivo
O líder do governo no Senado, senador Jaques Wagner
A campanha de reeleição do presidente Lula (PT) ainda tenta mensurar o impacto da operação contra o líder do governo, senador Jaques Wagner (PT-BA), envolvendo o banco Master, mas defende manter o discurso sobre as fraudes de Daniel Vorcaro contra o adversário Flávio Bolsonaro (PL).
Integrantes do PT que atuam na coordenação da campanha dizem que é preciso diferenciar que Jaques é candidato ao Senado, enquanto Lula é o candidato à Presidência.
E que não há qualquer ligação do presidente da República com Vorcaro diferente da proximidade do banqueiro com o bolsonarista.
Por isso, a campanha defende continuar usando o caso Master para desgastar Flávio Bolsonaro. O PT vai insistir no discurso de que é o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro quem visitou o ex-dono do Master, pediu dinheiro a ele e tem relação com o ex-banqueiro.
A estratégia de afastar o presidente do senador petista, no entanto, não significa abandonar Jaques Wagner. O PT vai seguir defendendo o parlamentar e diz que ele tem a total confiança do governo.
Petistas admitem que a operação desta quinta-feira (18) deve afetar a candidatura de Jaques Wagner ao Senado, mas o discurso também não deve mudar.
O partido quer se segurar no fato de que o principal adversário de Lula na Bahia, o pré-candidato ao governo do estado, ACM Neto (União), recebeu dinheiro diretamente do banco Master.
Segundo informações do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), uma empresa de ACM recebeu R$ 3,6 milhões do banco de Daniel Vorcaro e da Reag, gestora de recursos suspeita de envolvimento com o crime organizado.
