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Capitão Alden diz que operação contra Jaques Wagner ‘abala núcleo do poder do PT’

Capitão Alden diz que operação contra Jaques Wagner ‘abala núcleo do poder do PT’

Por Redação

18/06/2026 às 10:40

Foto: Divulgação/Arquivo

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Capitão Alden

O deputado federal Capitão Alden (PL-BA), vice-líder da Oposição na Câmara, afirmou, nesta quinta-feira (18), que a nova fase da Operação Compliance Zero representa um “abalo no núcleo duro do poder” ao atingir o senador Jaques Wagner, um dos principais líderes petistas e aliado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo o parlamentar, o avanço das investigações tem repercussões que ultrapassam a esfera jurídica e alcançam o cenário político nacional.

“Essa nova fase da Operação Compliance Zero tem um peso político enorme, especialmente na Bahia. Não estamos falando de qualquer nome. Estamos falando de Jaques Wagner, um dos homens mais poderosos do PT, ex-governador da Bahia, senador da República e um dos aliados mais próximos de Lula. Quando a Polícia Federal chega nesse nível, não estamos diante de uma notícia trivial. Estamos diante de um abalo no núcleo duro do poder”, declarou.

A Operação Compliance Zero é conduzida pela Polícia Federal (PF) e apura suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa, crimes contra o Sistema Financeiro Nacional, tráfico de influência e outras irregularidades relacionadas ao chamado caso Banco Master.

Alden também criticou o que classificou como uma diferença de tratamento em relação a casos envolvendo diferentes espectros políticos. “Durante anos, setores da esquerda venderam a narrativa de que corrupção era um problema ‘dos outros’. Adotaram um discurso de superioridade moral, como se determinados grupos políticos fossem imunes a escândalos. Mas a realidade sempre cobra. E ela cobra de todos”, disse.

O parlamentar defendeu que as investigações avancem sem distinção de cargo, influência política ou posição partidária. “Eu defendo um princípio simples: a lei deve alcançar qualquer pessoa, com ou sem mandato, com ou sem foro, com ou sem padrinho político. Sem blindagem. Sem seletividade. Sem conveniência”, acrescentou.

Alden também apontou o que considera uma reação diferente de parte da opinião pública e de setores políticos diante da operação. “Agora, chama atenção o silêncio de muita gente. Os mesmos que costumam pedir condenação sumária quando o investigado é adversário político, agora correm para relativizar, minimizar ou tratar tudo com cautela excessiva. Curioso: quando é contra a direita, manchete vira sentença; quando é contra a esquerda, investigação vira ‘precisamos aguardar’”, continuou.

O deputado baiano ressaltou que respeita as garantias constitucionais dos investigados, mas defendeu respostas rápidas sobre os fatos apurados. “Eu respeito o devido processo legal e a presunção de inocência. Mas uma coisa precisa ser dita com clareza: se há suspeita de favorecimento indevido, tráfico de influência ou relação imprópria entre poder político e poder econômico, o Brasil merece respostas. E respostas rápidas”.

“O povo brasileiro está cansado de um país onde alguns parecem sempre estar acima de qualquer suspeita. Numa democracia séria, não pode existir intocável”, completou Capitão Alden.

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