Home
/
Noticias
/
Mundo
/
Após barrar juiz somali, Trump diz trabalhar para garantir que 'pessoas certas entrem nos EUA'
Após barrar juiz somali, Trump diz trabalhar para garantir que 'pessoas certas entrem nos EUA'
Às vésperas da Copa, governo do republicano tem restringido acesso de profissionais envolvidos com a competição
Por Isabella Menon/Folharess
10/06/2026 às 18:30
Foto: Reprodução/Instagram
O presidente dos EUA, Donald Trump
Na véspera da abertura da Copa do Mundo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (10) que o país está "trabalhando para garantir que as pessoas certas entrem" nos EUA.
A declaração foi dada no Salão Oval, após ser questionado sobre os impactos da política migratória americana no torneio.
Na ocasião, Trump assinava um projeto de lei que destina US$ 64 bilhões ao ICE (Serviço de Imigração e Controle de Alfândega) e à Patrulha de Fronteira, reforçando o orçamento do Departamento de Segurança Interna e as ações de controle migratório.
Ao comentar a Copa, o republicano voltou a declarar que esta será a edição "mais bem-sucedida da história".
Ele reconheceu que o futebol ainda não ocupa um espaço central na cultura esportiva americana, mas afirmou que o torneio será um sucesso.
As declarações ocorrem em meio a controvérsias relacionadas à realização da Copa nos Estados Unidos, incluindo relatos de árbitros e torcedores barrados na entrada do país, interrogatórios prolongados de jogadores e restrições de acesso às vésperas da competição.
Diante desse cenário, a ONU pediu que o governo americano reavalie suas políticas migratórias durante o Mundial.
"Espero sinceramente que haja uma reflexão sobre como a fiscalização imigratória está impactando os direitos humanos e a dignidade humana e que, especialmente durante a Copa do Mundo, haja uma reavaliação das políticas que infelizmente temos visto prevalecer, particularmente nos Estados Unidos", afirmou o alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Türk.
