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Lula se irrita com pecha de traíra colocada em Wagner e decide manter senador na liderança do governo
Lula se irrita com pecha de traíra colocada em Wagner e decide manter senador na liderança do governo
Senador chegou a ser apontado como culpado pelo revés de Jorge Messias no plenário do Senado
Por O Globo
04/05/2026 às 20:00
Atualizado em 04/05/2026 às 20:48
Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado/Arquivo
O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT)
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu manter o senador Jaques Wagner (PT) na liderança do governo no Senado, mesmo após a rejeição da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal, considerada uma das maiores derrotas recentes do Executivo no Congresso. As informações são do jornal O Globo.
Messias obteve 34 votos favoráveis, número inferior ao mínimo necessário para aprovação. Após o resultado, surgiram críticas dentro do governo e do Partido dos Trabalhadores direcionadas a Wagner, que chegou a ser apontado como responsável pelo revés.
De acordo com a reportagem, Lula reagiu com irritação às insinuações de que Wagner teria atuado contra o governo ou em alinhamento com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre. O presidente convocou uma reunião no Palácio da Alvorada com Wagner, Messias e ministros, incluindo José Guimarães e José Múcio Monteiro.
Amigos há mais de quatro décadas, Lula e Wagner mantêm relação próxima, e o senador segue com acesso direto ao presidente. Apesar das dificuldades recentes de interlocução com Alcolumbre, Wagner não perdeu a confiança do chefe do Executivo.
Aliados críticos ao senador avaliam que ele não atuou de forma eficaz para garantir a aprovação de Messias e teria apresentado projeções equivocadas sobre o resultado da votação. Inicialmente, Wagner estimou cerca de 45 votos favoráveis, reduzindo posteriormente a previsão para 41 — número mínimo necessário.
A situação se intensificou após a circulação de um vídeo em que Alcolumbre indica a Wagner, momentos antes da divulgação do resultado, que Messias seria derrotado por oito votos, sugerindo que o cenário já estava consolidado entre parlamentares.
