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Líder do PSOL diz que Dosimetria é casuística e que Moraes reforça gravidade do 8 de Janeiro
Líder do PSOL diz que Dosimetria é casuística e que Moraes reforça gravidade do 8 de Janeiro
Federação Rede-PSOL é autora de uma das ações que questionam a constitucionalidade da lei que reduz as penas dos golpistas
Por Thaísa Oliveira/Folhapress
09/05/2026 às 19:15
Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados/Arquivo
O líder do PSOL na Câmara dos Deputados, Tarcísio Motta (RJ)
O líder do PSOL na Câmara dos Deputados, Tarcísio Motta (RJ), afirma que a decisão do ministro Alexandre de Moraes de manter as penas dos condenados pelos ataques golpistas de 8 de Janeiro reforça que a Lei da Dosimetria é não só casuística, mas também inconstitucional.
A federação Rede-PSOL é autora de uma das ações que questionam a legalidade da legislação que encurta a pena do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de outros condenados por tentativa de golpe de Estado, promulgada na sexta-feira (8).
Neste sábado (9), Moraes afirmou que vai esperar a decisão do plenário do STF (Supremo Tribunal Federal) sobre a constitucionalidade da lei antes de autorizar a redução das penas. A ABI (Associação Brasileira de Imprensa) e a federação PT-PC do B-PV também questionam a medida.
"Uma legislação feita sob medida para beneficiar um grupo específico não é apenas casuística, é inconstitucional, como afirmamos na ação direta de inconstitucionalidade protocolada pelo nosso partido", diz Motta.
"A gravidade disso se torna ainda maior quando o objetivo é absolver quem atentou contra a democracia, um dos pilares fundamentais da nossa organização política e institucional. A decisão do ministro Moraes reforça essa compreensão, e esperamos que o STF reafirme, em breve, que os responsáveis pelos atos golpistas de 8 de Janeiro devem responder plenamente por seus crimes", completa.
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