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Deyvid Bacelar defende prisão preventiva de Flávio Bolsonaro

Deyvid Bacelar defende prisão preventiva de Flávio Bolsonaro

Por Redação

13/05/2026 às 21:15

Atualizado em 13/05/2026 às 20:59

Foto: Denis França/Política Livre/Arquivo

Imagem de Deyvid Bacelar defende prisão preventiva de Flávio Bolsonaro

O sindicalista licenciado e pré-candidato a deputado federal Deyvid Bacelar (PT)

O sindicalista licenciado e pré-candidato a deputado federal Deyvid Bacelar (PT) defendeu nesta quarta-feira (13) a prisão preventiva do senador Flávio Bolsonaro (PL) após a divulgação do áudio em que o senador solicita ao banqueiro Daniel Vorcaro R$ 134 milhões para financiamento de um filme sobre o pai dele, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que está preso por tentativa de golpe de estado.

Segundo Bacelar, além dos vários crimes a que o senador terá de responder a partir desse áudio, entre os quais estão tráfico de influência, corrupção passiva, lavagem de dinheiro, crimes contra o sistema financeiro, entre outros, causa espécie o cinismo ao dizer que os recursos seriam para financiar um filme sobre o pai dele. 

“Está mais do que evidente que se trata de corrupção e lavagem de dinheiro para promover o enriquecimento ilícito dessa família mafiosa. Como pode um filme chinfrim, sobre um personagem espúrio, custar mais de R$134 milhões, quando o filme brasileiro “Ainda Estou Aqui”, que ganhou o oscar de Melhor Filme Internacional, teve orçamento de R$45 milhões, enquanto que um outro grande sucesso recente de um filme brasileiro nos cinemas, o filme “O Agente Secreto”, custou em torno de R$ 25 milhões. Aí, só cadeia”, destacou Deyvid Bacelar.

Segundo a reportagem do site Intercept Brasil, Flávio Bolsonaro cobrou diretamente Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, para liberar recursos para um filme. No áudio, ele alertaria sobre risco de paralisar a produção se os pagamentos atrasassem. Parte do dinheiro teria ido para o Havengate Development Fund LP, no Texas, ligado a aliados de Eduardo Bolsonaro. O material foi cruzado com dados bancários e registros públicos.

De acordo com o Artigo 332 do Código Penal, se Flávio usou o cargo de senador para obter vantagem ou facilitar liberação de dinheiro do Banco Master de Vorcaro, isso já constitui crime. Já o Artigo 317 indica que, se ficar provado que o dinheiro pedido era vantagem indevida em razão do cargo, mesmo que fosse para o filme, usar a função pra conseguir recurso privado pode caracterizar lavagem de dinheiro (Lei 9.613/98) se os recursos passaram pelo fundo no Texas pra ocultar origem ou destino. A reportagem cita envio para um fundo nos EUA ligado a aliados políticos.

Foram também cometidos crimes contra o sistema financeiro, visto que o Banco Master foi liquidado pelo Banco Central. “Se Vorcaro liberou recursos de forma irregular pra atender pedido de político, pode haver gestão fraudulenta. Parlamentar não pode fazer lobby privado nem pedir dinheiro a empresário aproveitando o cargo. A Constituição veda negociar com pessoa jurídica que contrate com poder público. Vorcaro era dono de banco, setor altamente regulado pelo governo”, frisou Bacelar.

“Olhem o nível da negociação que estava em jogo. Estou e estarei contigo sempre, foi o que disse o senador a Vorcaro”, observou o sindicalista.

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Comentários
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1 Comentário

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Nilson

14/05/2026

04:08

Quem deveria tá preso, são vcs que roubaram o país hoje é presidente.
Responder
politica livre
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