Ciro Nogueira diz que operação da PF é tentativa de manchar sua honra
'Todo ano político é a mesma coisa', diz senador suspeito de receber mesada de R$ 500 mil de dono do Banco Master
Por Isadora Albernaz/Folhapress
08/05/2026 às 18:25
Atualizado em 08/05/2026 às 20:15
Foto: Andressa Anholete/Agência Senado/Arquivo
O senador e presidente do PP, Ciro Nogueira (PI)
Um dia após ser alvo da Polícia Federal, o senador e presidente do PP, Ciro Nogueira (PI), afirmou nesta sexta-feira (8) que a operação contra ele por suspeitas de envolvimento no caso do Banco Master foi uma tentativa de manchar sua honra pessoal.
"Todo ano político é a mesma coisa. Tentam parar de todas as formas quem lidera as pesquisas de intenção de votos", escreveu Ciro em nota divulgada em suas redes sociais.
Ciro também citou a decisão da Segunda Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) de rejeitar em 2021 uma denúncia apresentada pela PGR (Procuradoria-Geral da República) contra ele por obstrução de Justiça.
"Na primeira tentativa de me parar, o devido processo legal apurou as ilações e mentiras contra mim e ficou comprovada a minha inocência. Mas fica uma pergunta: quem devolve a honra de uma pessoa depois de um ataque tão maligno e sem fundamentos como esse?", disse o presidente do PP.
Essa é a primeira vez que Ciro Nogueira se manifesta a respeito da operação da PF. Ele foi alvo de busca e apreensão na quinta (7). Segundo a corporação, o senador teria recebido quantias repassadas por Felipe Vorcaro, primo de Daniel Vorcaro, dono do Master.
Além disso, de acordo com as investigações, haveria o pagamento de outras despesas pessoais do parlamentar, como viagens de jatinho.
Em nota, o advogado de Ciro Nogueira, Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, disse que a defesa "repudia qualquer ilação de ilicitude sobre suas condutas, especialmente em sua atuação parlamentar".
Ele diz que o senador está comprometido em contribuir com a Justiça "a fim de esclarecer que não teve qualquer participação em atividades ilícitas e nos fatos investigados, colocando-se à disposição para esclarecimentos".
Afirma ainda que "medidas investigativas graves e invasivas tomadas com base em mera troca de mensagens, sobretudo por terceiros, podem se mostrar precipitadas e merecem a devida reflexão e controle severo de legalidade, tema que deverá ser enfrentado tecnicamente pelas Cortes Superiores muito em breve, assim como ocorreu com o uso indiscriminado de delações premiadas".
