Bruno Reis nega reajuste na tarifa de ônibus e cobra Jerônimo Rodrigues
Por Reinaldo Oliveira, Política Livre
25/05/2026 às 17:52
Foto: Divulgação/Arquivo
O prefeito Bruno Reis (União brasil)
Durante a entrega de uma encosta em Colinas de Periperi, na manhã desta segunda-feira (25), o prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), descartou a possibilidade de um novo reajuste na tarifa de ônibus da capital baiana ainda este ano. A hipótese voltou ao centro das discussões após os rodoviários encerrarem a greve iniciada na última sexta-feira (22), que durou menos de 12 horas.
Em entrevista à imprensa, o chefe do Executivo soteropolitano afirmou que o reajuste tarifário deste ano já foi aplicado no início de janeiro e reafirmou que a principal preocupação da Prefeitura agora é garantir o pagamento do subsídio ao sistema de transporte público.
“Não. O reajuste deste ano já ocorreu, em 1º de janeiro. O que vai haver é a necessidade do pagamento do subsídio, porque vocês sabem que, de cada passageiro transportado, a Prefeitura está pagando, em média, R$ 0,50. A gente ainda dependia desse reajuste para ver o que isso vai impactar no valor do subsídio a ser pago. Vamos fazer esse cálculo esta semana e aí vamos ter que mandar para a Câmara o pedido de autorização para pagar o subsídio de 2026”, declarou.
O gestor ainda aproveitou a ocasião para reafirmar que a situação financeira do transporte coletivo é delicada e apontou o aumento do preço do diesel como um dos principais fatores de pressão sobre o sistema.
“A situação é crítica, é gravíssima. Quando a gente acha que chegou no fundo do poço, vêm outros problemas. Hoje temos um problema real, que é o aumento na bomba de pelo menos R$ 0,50 no óleo diesel. Isso impacta de forma decisiva na necessidade de a Prefeitura, por conta do desequilíbrio, fazer algum tipo de apoio. E aí vêm as dificuldades contratuais para isso”, acrescentou.
Durante a entrevista, o prefeito também apelou ao governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), para que o Estado reduza a carga tributária sobre o combustível utilizado no transporte público.
“Fazemos um apelo às autoridades, em especial ao governador, para que possa, como outros estados fizeram, reduzir o ICMS do óleo diesel. Praticamente, a Bahia é o único estado do Brasil que não concede sequer 1% de isenção do imposto sobre o diesel do transporte público. Hoje, essa é uma situação grave”, continuou.
Para concluir, Bruno Reis também falou sobre os possíveis impactos da redução da jornada de trabalho em discussão no Congresso Nacional. Segundo ele, eventuais mudanças nas regras trabalhistas podem aumentar os custos operacionais do sistema.
“Ainda está por vir a redução da jornada de trabalho na escala 5x2, que também vai gerar um desequilíbrio, custo alto e vai exigir outros ajustes por parte da Prefeitura junto às empresas prestadoras de serviço. Mas hoje já é necessário pagar o subsídio anual”, finalizou.
1 Comentário
Mario Santos
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26/05/2026
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05:59
Ou está aguardando a ordem do chefe para decidir se apoia Lula? kkkkkkk
