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PF intercepta mensagens que citam troca de favores entre traficante do CV e aliado de Flávio Bolsonaro no RJ
PF intercepta mensagens que citam troca de favores entre traficante do CV e aliado de Flávio Bolsonaro no RJ
Por Redação
25/05/2026 às 08:14
Foto: Lula Marques/Arquivo/Agência Brasil
Flávio Bolsonaro
Mensagens interceptadas pela Polícia Federal revelaram conversas entre o traficante do Comando Vermelho Gabriel Dias de Oliveira, conhecido como “Índio do Lixão”, e Luiz Eduardo Cunha Gonçalves, o “Dudu”, ex-assessor do ex-deputado TH Joias, nas quais são mencionados encontros e possíveis trocas de favores envolvendo o ex-secretário de Defesa do Consumidor do Rio de Janeiro, Gutemberg Fonseca. Indicado por Flávio Bolsonaro para o cargo em 2023, Gutemberg nega qualquer relação com o traficante. Segundo a investigação, entre maio e agosto de 2025, Índio do Lixão falou diversas vezes sobre reuniões, pedidos e articulações políticas ligadas ao então secretário. A reportagem é do Metrópoles.
De acordo com os diálogos, o traficante afirmava ter ajudado Gutemberg em determinadas situações e cobrava retorno político. Em uma das mensagens, após enviar um vídeo de uma reunião da Secretaria de Defesa do Consumidor com a Enel e o Procon, Índio escreveu: “Mérito que ganha quando eu resolvo algo”. A PF também identificou conversas sobre uma possível nomeação articulada por Marcos José Menezes, aliado político de Gutemberg, além da marcação de uma reunião na sede do Procon-RJ, intermediada por Dudu. Os investigadores apontam ainda que o traficante mantinha contato frequente com o advogado Alessandro Pitombeira Carracena, ex-subsecretário da pasta, preso desde setembro de 2025.
À reportagem, Gutemberg Fonseca afirmou que nunca teve qualquer relação com Índio do Lixão e disse não entender por que seu nome aparece nas mensagens. O ex-secretário alegou que, mesmo que tenha cruzado com o traficante em algum evento, ele não era alvo de mandado de prisão naquele período. Gutemberg também ressaltou que a própria Polícia Federal não o indiciou nas investigações e afirmou que sempre atuou “contra o crime organizado e pela segurança da família”.
