Bolsonaro tem alta de hospital e volta para prisão domiciliar
Ex-presidente deverá usar uma tipoia durante seis semanas e fazer fisioterapia
Por Isadora Albernaz/Folhapress
04/05/2026 às 17:00
Atualizado em 04/05/2026 às 19:37
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom Agência Brasil
O ex-presidente Jair Bolsonaro
O ex-presidente Jair Bolsonaro, 71, teve alta hospitalar nesta segunda-feira (4) depois de ser submetido a uma cirurgia no ombro direito na última semana. Ele deixou o hospital onde estava em Brasília nesta tarde e, com isso, deverá retornar à prisão domiciliar.
Em entrevista a jornalistas, o ortopedista Alexandre Firmino Paniago, responsável pelo procedimento, afirmou que Bolsonaro usará uma tipoia durante seis semanas e fará fisioterapia para se recuperar.
"A gente vai dar alta pra ele, na verdade, entre seis e nove meses", afirmou o médico.
A operação no manguito rotador do ex-presidente foi realizada na sexta-feira (1º) para tratar duas lesões, uma no tendão da frente do ombro (subscapular) e outra no superior (supraespinal) por via artroscópica —um tipo de cirurgia menos invasiva com pequenos cortes na articulação por onde são inseridos uma câmera digital para visualização interna do local e os instrumentos para tratar as lesões.
Segundo o médico Brasil Caiado, que acompanha Bolsonaro, o procedimento foi feito sem nenhuma intercorrência.
Também foi realizado um procedimento para aumentar o espaço na articulação para o maguito rotador ter mais conforto na movimentação.
"As lesões fixadas ficaram estáveis. O planejamento pré-operatório que a gente havia feito foi espelhado durante a cirurgia de forma muito satisfatória. É sabido que existe uma dor e a gente conseguiu controlar essa dor", disse o ortopedista.
Em prisão domiciliar desde março, Bolsonaro precisou de autorização do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes para ser submetido ao procedimento.
O magistrado é responsável pelos processos da trama golpista que culminou nos ataques às sedes dos Poderes em 8 de janeiro de 2023. O caso levou Bolsonaro a ser condenado a 27 anos e três de prisão.
Segundo seus advogados, o ex-presidente apresentava um quadro de dor persistente e incapacidade funcional no ombro, com necessidade de tomar medicamentos analgésicos todos os dias.
O político foi cumprir pena em casa depois de deixar o hospital na segunda metade de março, quando foi internado para tratar uma broncopneumonia. Bolsonaro passou por uma série de cirurgias desde 2018 devido ao ataque a faca do qual foi vítima na campanha eleitoral daquele ano.
