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Prevenção da violência pelo caminho da inclusão, por Adolpho Loyola*

Prevenção da violência pelo caminho da inclusão, por Adolpho Loyola*

Por Redação

06/04/2026 às 14:10

Foto: Divulgação/Arquivo

Imagem de Prevenção da violência pelo caminho da inclusão, por Adolpho Loyola*

Adolpho Loyola, secretário estadual de Relações Institucionais

O governo Jerônimo construiu um caminho próprio na segurança pública da Bahia: um modelo em que o combate ao crime, com investimentos, pulso firme e uso de inteligência, caminha lado a lado com ações sociais estruturantes. Não se trata de substituir a atuação policial, mas de ampliá-la — enfrentando a violência tanto na sua manifestação quanto nas suas causas.

Em 2023, essa visão ganhou forma com a criação do programa Bahia pela Paz, que substituiu o antigo Pacto pela Vida por uma política mais ampla, integrando prevenção social, promoção de direitos humanos e ações antirracistas como eixos centrais. 

Previsto no PPA 2024–2027 como Programa Especial do Poder Executivo, o Bahia pela Paz parte de uma lógica ao mesmo tempo simples e estratégica: o Estado não apenas reage ao crime, mas se antecipa a ele — chegando com esporte, cultura, capacitação, saúde e oportunidades nos territórios mais vulneráveis. O público prioritário são jovens de 12 a 29 anos.

O principal instrumento do programa são os Coletivos Bahia pela Paz, equipamentos de promoção de direitos humanos instalados em comunidades com altos índices de violência letal e baixo IDH. Funcionam como pontes entre o poder público e os territórios, oferecendo atividades e serviços que ampliam horizontes e reduzem vulnerabilidades. 

O governo pretende implantar 24 unidades até o final da gestão. As primeiras foram inauguradas em Águas Claras, em Salvador, e em Mangabeira, em Feira de Santana, e já começam a se expandir para outras regiões, com base em critérios que cruzam dados de criminalidade e carência de serviços públicos.

Se o Bahia pela Paz organiza essa estratégia, o Corra pro Abraço é sua face mais concreta e reconhecida. Criado em 2013 e transformado em política estadual em 2016, o programa atua com pessoas em situação de rua, usuários de substâncias psicoativas e jovens em contextos de alta vulnerabilidade. Com equipes multidisciplinares, desenvolve um trabalho de acolhimento sem julgamento, reconectando essas pessoas a direitos básicos. Já consolidado antes, foi na gestão Jerônimo que o programa alcançou sua maior expansão.

Com investimento de R$ 54 milhões, o Corra pro Abraço deixou de ser uma iniciativa concentrada em Salvador e passou a alcançar municípios como Feira de Santana, Vitória da Conquista, Jequié, Camaçari, Lauro de Freitas, Juazeiro, Porto Seguro e Barreiras. Reconhecido pelo Ministério da Justiça como referência nacional, o programa já realizou mais de 10 mil atendimentos desde 2023. O Centro de Referência Maria Lúcia, em Salvador, tornou-se um espaço permanente de promoção da cidadania para populações em extrema vulnerabilidade.

Outra frente estruturante são os Pontos de Cuidado, criados na atual gestão e coordenados pela SEADES. Presentes em 20 municípios, com investimento superior a R$ 6 milhões, atuam por meio de organizações da sociedade civil com estratégias de redução de riscos e danos voltadas a públicos específicos, como populações negras e periféricas, LGBTQIAPN+, mulheres em situação de violência, comunidades tradicionais e pessoas em situação de rua. Funcionam como uma rede complementar, ampliando o alcance territorial das políticas sociais.

Na área de infraestrutura, o governo também investiu na ampliação e modernização dos Centros Sociais Urbanos (CSUs), com 23 unidades em todo o estado. Com aporte de R$ 44 milhões, os espaços foram requalificados e passaram a oferecer esporte, cultura, capacitação profissional e inclusão digital. Integrados ao Bahia pela Paz, os CSUs abrigam ainda as salas Elas à Frente, que garantem atendimento especializado a mulheres em situação de violência.

O que conecta todas essas iniciativas é uma visão clara: segurança pública se faz com presença do Estado em todas as suas dimensões. O enfrentamento ao crime exige policiamento eficiente e inteligência, mas também políticas que reduzam desigualdades e criem oportunidades reais.

Nenhuma ação isolada resolve a violência. Mas, juntas, elas estruturam uma rede de proteção que atua antes, durante e depois — prevenindo, acolhendo e transformando realidades. É assim que o governo Jerônimo afirma seu caminho: uma segurança pública com firmeza no combate ao crime, mas que também começa pela cidadania.


*Adolpho Loyola é secretário estadual de Relações Institucionais do governo Jerônimo Rodrigues 

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