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No Rio Grande do Sul, Flávio Bolsonaro diz que convergência entre candidatos da direita vai ser algo natural

No Rio Grande do Sul, Flávio Bolsonaro diz que convergência entre candidatos da direita vai ser algo natural

Senador afirmou em Porto Alegre que apoios podem ocorrer antes ou durante segundo turno

Por Carlos Villela/Folhapress

10/04/2026 às 21:55

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Pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro participou de evento em Porto Alegre nesta sexta (10)

O pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) minimizou a divisão de candidatos de direita para as eleições de outubro durante participação na 39ª edição do Fórum da Liberdade, nesta sexta-feira (10), em Porto Alegre.

Na quinta-feira (9), o evento, organizado pelo IEE (Instituto de Estudos Empresariais), realizou um debate com os presidenciáveis Romeu Zema (Novo), Aldo Rebelo (DC) e Ronaldo Caiado (PSD), que tentam se apresentar como uma alternativa da direita.

Segundo os organizadores, Flávio não participou dessa programação por questões de agenda. Pela manhã, ele estava em um evento do PL em Mato Grosso do Sul.

"São todos nomes que têm um alinhamento de centro e direita. Eu acho que o debate é importante", disse Flávio sobre os outros três presidenciáveis.

Segundo ele, a convergência da direita vai "acontecer de forma natural, seja num primeiro momento, seja lá na eleição, se houver um segundo turno". "Não vejo uma pulverização. Eu acho que quem tem problema não é a direita, quem tem problema é a esquerda, que só tem um candidato e é horroroso. É uma mercadoria vencida, um produto fadigado como o Lula, e não tem absolutamente ninguém que possa substituir", disse.

Sobre possíveis nomes para a vice, Flávio disse que ainda está conversando com partidos e aguardou o fim da janela partidária para iniciar discussões definitivas, mas citou a senadora Tereza Cristina (PP-MS) como um "quadro qualificadíssimo" e Romeu Zema, que já indicou não ter interesse em abrir mão da cabeça de chapa.

No evento, Flávio respondeu a uma pergunta do público sobre possíveis nomes para compor um eventual governo e afirmou que a discussão ocorrerá mais adiante na campanha. "Infelizmente, vocês vão continuar ouvindo propostas genéricas da minha parte. Estamos num momento de pré-campanha, a gente precisa mostrar para todo mundo qual é o norte que pretendemos dar ao nosso país. Mas nós sabemos o que tem que ser feito."

Questionado sobre o aumento na popularidade de Lula na ocasião das tarifas impostas pelo governo Donald Trump e o apoio do ex-deputado Eduardo Bolsonaro às medidas, ele negou que o irmão tenha intercedido pela taxação.

"O que o Eduardo Bolsonaro estava defendendo era a punição para um violador de direitos humanos internacional", afirmou, se referindo ao ministro do STF Alexandre de Moraes, alvo de sanções financeiras por parte do governo americano.

Flávio Bolsonaro vai continuar a agenda no estado neste sábado (11), na convenção do PL que vai selar a pré-candidatura do deputado federal Luciano Zucco (PL) ao governo do Rio Grande do Sul.

Zucco terá como vice a deputada estadual Silvana Covatti (PP), parlamentar ligada ao agronegócio e aposta da campanha para atrair o voto feminino.

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