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Carga tributária brasileira bate recorde e chega a 32,4% do PIB em 2025, totalizando R$ 4,12 tri

Carga tributária brasileira bate recorde e chega a 32,4% do PIB em 2025, totalizando R$ 4,12 tri

Crescimento do Imposto de Renda, IOF e contribuições previdenciárias explica avanço

Por Márcia Magalhães/Folhapress

10/04/2026 às 18:45

Foto: José Cru/Agência Brasil/Arquivo

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Carga tributária bruta do Brasil atingiu 32,4% do PIB (Produto Interno Bruto) em 2025

A carga tributária bruta do Brasil atingiu 32,4% do PIB (Produto Interno Bruto) em 2025, totalizando o montante de R$ 4,12 trilhões, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (10) pelo Tesouro Nacional.

O resultado, apresentado no Boletim de Estimativa da Carga Tributária Bruta do Governo Geral, representa uma alta de 0,18 ponto percentual (p.p.) do PIB em relação a 2024 e marca o maior nível da série histórica iniciada em 2010.

O indicador mede a proporção de tributos arrecadados pelas três esferas de governo (União, estados e municípios) em relação ao tamanho da economia. Na prática, mostra quanto do PIB é absorvido por impostos, contribuições e taxas.

O avanço em 2025 foi puxado pelo governo federal, com acréscimo de 0,26 p.p do PIB, que teve o aumento da carga tributária impulsionado principalmente pelo crescimento de 0,23 p.p do PIB com a arrecadação do IRRF (Imposto de Renda Retido na Fonte). Os municípios contribuíram com a alta de 0,03 p.p. Os governos estaduais, porém, apresentaram queda (0,10).

Além do IRRF, contribuíram para o resultado federal o aumento da arrecadação do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), com alta de 0,10 ponto percentual do PIB —reflexo de operações de câmbio e crédito e da elevação de alíquotas—, e das contribuições previdenciárias ao RGPS (Regime Geral de Previdência Social), que avançaram 0,12 ponto, acompanhando a reoneração gradual da folha de pagamentos e o crescimento do emprego formal.

Já os estados tiveram desempenho inferior ao da economia, principalmente em razão da queda de 0,09 ponto percentual do PIB na arrecadação do ICMS, apesar do crescimento nominal das receitas.

Nos municípios, houve aumento de 0,03 ponto percentual do PIB, puxado sobretudo pelo ISS (0,02 ponto), em linha com a expansão do setor de serviços. Segundo o Tesouro, tributos sobre a propriedade, como o IPTU, também contribuíram, ainda que em menor magnitude.

A composição da carga tributária permaneceu relativamente estável em 2025. Os impostos sobre bens e serviços seguem como principal fonte de arrecadação, embora tenham recuado levemente em proporção do PIB (de 13,87% para 13,78%). Já os tributos sobre renda, lucros e ganhos de capital aumentaram participação (de 9,04% para 9,16%).

Entre as contribuições sociais, as destinadas ao RGPS cresceram (de 5,28% para 5,40% do PIB), acompanhando a evolução do mercado de trabalho, enquanto as contribuições para regimes próprios de previdência se mantiveram praticamente estáveis.

Mesmo com a alta recente, o nível de tributação no Brasil permanece próximo ao de países desenvolvidos, pouco abaixo da média da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), que gira em torno de 34% do PIB, e acima da média da América Latina (cerca de 21%).

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