Vereador Jorge Araújo diz que nunca recebeu nada do PP
Por Reinaldo Oliveira, Política Livre
10/03/2026 às 19:15
Foto: Política Livre
O vereador Jorge Araújo (PP)
Em entrevista à imprensa após a sessão da Câmara Municipal de Salvador (CMS) desta terça-feira (10), o vereador Jorge Araújo (PP) expressou insatisfação com o partido ao qual é filiado e afirmou que, se pudesse, deixaria a legenda. Conforme antecipado por este Política Livre, o edil está insatisfeito com a sigla há algum tempo, a ponto de cogitar desistir da candidatura a deputado federal nas eleições deste ano.
"Nunca me deu nada, é bom que se diga sobre isso. Nunca me deu nada, nunca me deu absolutamente nada. Eu venci a minha eleição praticamente sozinho”, afirmou Araújo ao ser questionado pelo site sobre a possibilidade de migrar para outro partido.
Araújo lembrou sua votação expressiva na última eleição municipal, quando recebeu mais de 36 mil votos. Segundo ele, analistas políticos chegaram a projetar que teria cerca de cinco mil votos.
“Cheguei na eleição de vereador, que é a mais difícil, que é da capital. Cravaram que eu iria ter cinco mil votos. Eu tive 36.600, sendo o vereador mais votado da história dos últimos anos. Acho que até do século, se eu não me falho a memória”, acrescentou.
Com bastante humor, o vereador classificou as projeções anteriores como “ladainha” e “conversa fiada”. Ele também relembrou o desempenho nas urnas quando disputou uma vaga na Câmara Federal. “Eu tive 32.700 votos na primeira eleição para deputado federal, o que me credenciou a ser o primeiro suplente”, disse.
Sobre a possibilidade de assumir uma vaga na Câmara dos Deputados em eventual substituição ao correligionário João Leão (PP), ele afirmou que cumprirá o mandato de vereador até o último dia.
“João Leão é um cara de 80 anos, mas de uma mente de 40, né? Ele é um deputado 'plenarista', ele gosta de Brasília, ele está toda semana em Brasília. E eu não tiro a razão dele não, porque eu também não iria fazer isso. Ninguém aqui é maluco para renunciar um cargo para dar outro, né? E isso aí é fora de cogitação e fora da realidade”, ressaltou.
“Agora, se houve conversa, se houve negociação, se houve uma tratativa para que ele pudesse assumir uma secretaria ou qualquer outra coisa assim, aí a gente pode conversar a respeito disso. Mas dizer que ele vai renunciar, nunca me falou isso, nunca explicitou essa coisa. Eu vou renunciar, bonitão, para você. Primeiro, que não tenho um laço de sangue. Se fosse o filho, pelo menos poderia acontecer, porque filho é filho. Agora não tenho relação nenhuma com o João, é uma pessoa boa, um cara do bem, gosto dele, né? Mas ele está certo, não tiro a razão dele, não”, continuou.
O vereador ainda ponderou que qualquer posicionamento oficial deve partir do presidente do partido na Bahia, Mário Negromonte Jr., e do presidente da sigla em Salvador, o secretário de Governo da capital, Cacá Leão.
Apesar de demonstrar insatisfação com o PP, o vereador não escondeu a vontade de ocupar uma cadeira na Câmara dos Deputados. "Se eu disser para você que eu tenho um desejo de ir para federal, eu tenho, mas entre o desejo, entre o cumprir, aí são duas formas diferentes de se fazer política. Você tem que ter os pés no chão e política você faz olhando para o horizonte, para frente. Então a gente tem que se preocupar bastante, analisar, ver como é que a coisa vai funcionar e vamos pra cima. A hora é essa, o momento é esse”, finalizou.
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Souza
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10/03/2026
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23:42
