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'Jogo de cartas marcadas', diz Tinoco sobre leilão do Centro de Convenções
'Jogo de cartas marcadas', diz Tinoco sobre leilão do Centro de Convenções
Por Reinaldo Oliveira, Política Livre
23/03/2026 às 18:10
Atualizado em 23/03/2026 às 17:57
Foto: Política Livre
O vereador Cláudio Tinoco (União Brasil)
Primeiro secretário da Câmara Municipal de Salvador (CMS) vereador Cláudio Tinoco (União Brasil) voltou a criticar o leilão do antigo Centro de Convenções da Bahia, que está marcado para acontecer na quinta-feira (26). Em entrevista à imprensa após a sessão ordinária desta segunda-feira (23), na Casa Legislativa soteropolitana, o edil classificou o processo como um "jogo de cartas marcadas" para apagar a "incompetência" do Governo do Estado antes das eleições deste ano.
"Nós já estamos pensando o que é que virá pela frente, mas antes disso nós não podemos deixar que esse leilão ocorra na quinta-feira, que senão vai ser um jogo de cartas marcadas para um prazo de 8 meses, que coincide exatamente com o mês de outubro, para que o PT tire aquele trambolho, como o próprio governador Jerônimo Rodrigues se referiu, aquelas ruínas do cenário de Salvador e tente apagar na memória dos baianos, dos soteropolitanos, essa história de incompetência, de descaso, de abandono com o patrimônio público que é a marca do PT", declarou.
O vereador ainda aproveitou a a ocasião para questionar a composição da área incluída no edital. Segundo ele, o terreno total envolve cerca de 188 mil metros quadrados, incluindo aproximadamente 71 mil m² de área de proteção permanente.
"Eu repito aqui, cerca de um terço, 71 mil metros quadrados de área de proteção permanente das dunas. Nós não temos justificativa para isso, não há nem necessidade a não ser o governo tentar jogar para terceiros a responsabilidade de cuidar do meio ambiente em Salvador. Pela sua incapacidade, como foi com o Parque de Pituaçu por muito tempo, São Bartolomeu, o Parque do Costa Azul", acrescentou.
Ainda durante a entrevista, Tinoco reiterou as críticas ao Partido dos Trabalhadores e convocou a imprensa a questionar ao governador Jerônimo Rodrigues (PT) o motivo da incorporação de áreas de preservação permanente ao terreno para venda.
"O governo do PT, eles não conseguem administrar esses espaços que são da coletividade e estão tentando agora vender para iniciativa privada. Eu gostaria muito que fosse perguntado ao governador Jerônimo Rodrigues qual a justificativa para incorporar essa área de proteção permanente à venda dos semi-convenções", concluiu.
