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Dólar abre perto da estabilidade com expectativa sobre guerra no Irã e pesquisa presidencial no Brasil

Dólar abre perto da estabilidade com expectativa sobre guerra no Irã e pesquisa presidencial no Brasil

Por Folhapress

11/03/2026 às 10:38

Foto: Valter Campanato/Arquivo/Agência Brasil

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Investidores repercutiram declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre o fim da guerra no Irã estar próximo

O dólar abriu próximo da estabilidade nesta quarta-feira (11), enquanto no exterior a moeda norte-americana tem sinais mistos ante as demais divisas, com os investidores ainda cautelosos em relação aos efeitos econômicos da guerra no Oriente Médio.

No Brasil, os analistas aguardam a divulgação da pesquisa Genial/Quaest com as intenções de voto para a disputa presidencial, às 14h.

Às 9h05, a moeda dos EUA subia 0,03%, cotada a R$ 5,1595. Na terça, o dólar fechou em queda de 0,15%, a R$ 5,157, e a Bolsa avançou 1,39%, a 183.447 pontos.

Investidores repercutiram declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre o fim da guerra no Irã estar próximo.

Na segunda-feira, o republicano afirmou que o conflito está "praticamente encerrado" e que Washington está "muito à frente" do prazo, inicialmente estimado entre quatro e cinco semanas. A declaração foi vista com alívio em meio às preocupações sobre o mercado de energia.

Desde que Estados Unidos e Israel bombardearam o Irã no fim de fevereiro, o Oriente Médio vive um cenário de guerra regional, à medida que os ataques se espalharam por territórios vizinhos e passaram a dar sinais de que a área —estratégica para o comércio de petróleo do mundo— poderia estar diante de um gargalo em formação.

Na segunda, o petróleo chegou a ficar próximo de US$ 120 por barril, com países cogitando cortar a produção depois que o Irã ameaçou incendiar navios que trafegassem pelo estreito de Hormuz, canal por onde passam 20% de todo petróleo e gás do mundo. A via também é fundamental para o transporte de fertilizantes, plásticos, carnes e grãos.

Um bloqueio prolongado do estreito poderia gerar um efeito cascata na economia mundial, com repique na inflação e, por consequência, nas taxas de juros de países já avançados dos ciclos de afrouxamento.

A fala de Trump, nesse sentido, tirou pressão dos mercados. Um desfecho rápido pode normalizar o tráfego pelo estreito e impedir que a disparada de preços seja profundamente sentida por consumidores em todo o mundo. O fim do conflito também permitiria que países como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Qatar retomassem a produção de petróleo paralisada.

O barril do petróleo Brent, em resposta, viveu uma das sessões de maior volatilidade de sua história na segunda. O barril chegou a alcançar o pico de US$ 119,46 pela manhã, perdeu fôlego e rondou US$ 100 à tarde até desabar para US$ 90 após a declaração de Trump. Nesta terça, a queda era de mais de 10%, a US$ 88.

"Apesar do alívio observado hoje, o cenário permanece sensível ao noticiário geopolítico e à dinâmica do mercado de energia. A evolução do conflito no Oriente Médio e o comportamento do petróleo continuam sendo fatores-chave para o câmbio no curto prazo, podendo reintroduzir volatilidade caso novas tensões voltem a pressionar os preços das commodities e o sentimento global de risco", diz João Duarte, sócio da ONE Investimentos.

Especialistas em energia avaliam que a guerra no Irã já causou a maior disrupção na produção de petróleo da história e que os riscos de um efeito cascata na economia global dependem da duração do conflito.

Grandes bancos, como Barclays e JPMorgan Chase, por exemplo, afirmam que o barril pode testar a casa de US$ 120 se o conflito persistir por mais algumas semanas. Para efeito de comparação, o Brent chegou à máxima de US$ 128 logo no início da guerra da Ucrânia, em março de 2022, o maior valor desde a crise financeira de 2008 (US$ 144 no pico).

"Esses números podem parecer muito altos, especialmente considerando o pessimismo generalizado em relação às perspectivas do mercado de petróleo para este ano, mas reiteramos que os fundamentos são mais sólidos e os riscos são maiores do que no conflito entre Rússia e Ucrânia, quando vimos esses níveis se materializarem", afirma o Barclays.

No cenário mais pessimista, o Barclays vê o Brent em torno de US$ 150 por barril antes do final do mês.

Diante do cenário de incertezas, Trump também considera reduzir sanções contra a Rússia, segundo três fontes familiarizadas com o planejamento.

Países do G7, além disso, consideram liberar estoques emergenciais de petróleo para lidar com a crise, segundo a AIE (Agência Internacional de Energia).

Em resposta à queda do petróleo, ações de empresas ligadas à commodity caíram no pregão da B3 desta terça. A Petrobras recuou 0,5%; Braskem e Prio, 4,46% e 1,34%, respectivamente.

O Grupo Pão de Açúcar também ficou nos destaques negativos, em queda de 2,93% após pedir recuperação extrajudicial. Nesse processo, a empresa escolhe um grupo de credores para fechar uma negociação e homologá-la depois junto ao judiciário.

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