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Ataques iranianos causam danos de R$ 4,2 bilhões a bases dos EUA no Oriente Médio

Ataques iranianos causam danos de R$ 4,2 bilhões a bases dos EUA no Oriente Médio

Levantamento da BBC mostra que três instalações americanas foram atingidas mais de uma vez

Por Folhapress

21/03/2026 às 12:45

Foto: Reprodução/Instagram

Imagem de Ataques iranianos causam danos de R$ 4,2 bilhões a bases dos EUA no Oriente Médio

O presidente dos EUA, Donald Trump

Ataques do Irã a bases militares usadas pelos Estados Unidos no Oriente Médio causaram cerca de US$ 800 milhões (cerca de R$ 4,2 bilhões) em danos nas primeiras duas semanas da guerra, segundo uma análise da BBC a partir de um relatório do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS, na sigla em inglês).

O valor, maior do que vinha sendo relatado, revela o alto custo para Washington para manter o conflito, que está prestes a chegar a sua quarta semana, e inclui danos a sistemas de defesa aérea, comunicações e infraestrutura militar.

Os EUA possuem bases em países como Jordânia, Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Qatar e Arábia Saudita. Segundo o documento, a maior parte do estrago foi causada nos ataques de retaliação de Teerã na semana após o início da ofensiva americana e israelense contra o país persa, em 28 de fevereiro.

Procurado pela BBC, o Departamento de Defesa dos EUA afirmou que está liderando a guerra. Autoridades não quiseram comentar.

A análise da BBC indica que um dos maiores danos foi provocado por um ataque a um radar do sistema antimísseis Thaad, localizado em uma base aérea americana na Jordânia. O equipamento, usado para interceptação de mísseis balísticos de longo alcance, custa US$ 485 milhões (R$ 2,4 bilhões), segundo documentos orçamentários do governo.

O levantamento ainda indica que os ataques iranianos causaram cerca de US$ 310 milhões (R$ 1,6 bilhão) em danos a edifícios, instalações e outras infraestruturas em bases americanas, incluindo instalações militares utilizadas pelos EUA na região.

Uma análise de imagens de satélite mostra que ao menos três bases americanas teriam sido atingidas mais de uma vez desde o início da guerra: Ali Al-Salim, no Kuwait, Al-Udeid, no Qatar, e Prince Sultan, na Arábia Saudita.

Os ataques repetidos sugerem uma estratégia direcionada a alvos específicos dos Estados Unidos, segundo especialistas ouvidos pela BBC. Ainda de acordo com o relatório, há indícios de que a Rússia possa ter compartilhado informações de inteligência com Teerã sobre a presença militar americana na região.

Ao menos 13 militares americanos morreram no conflito, segundo o governo.

Apesar de todo o calor gasto, Donald Trump está tentando obter US$ 200 bilhões (cerca de R$ 1 trilhão) em financiamento adicional para a guerra no Irã. As justificativas apresentadas incluem repor munições e outros suprimentos que se esgotaram após a ajuda prestada anteriormente a outros países.

Neste sábado (21), o Irã atacou a base de Diego Garcia, no oceano Índico, mas não conseguiu atingir o alvo. Um dos projéteis foi abatido por um destróier americano na região e o outro caiu no mar.

Diego Garcia, localizado arquipélago de Chagos, é uma base britânica usada há décadas pelos Estados Unidos. Ainda neste sábado, houve ataques em diversos pontos do Oriente Médio.

Israel bombardeou a central nuclear de Natanz, uma das principais do programa iraniano, que já havia sido bombardeada em junho do ano passado por Washington. Segundo a Agência Internacional de Energia Atômica, não houve registro de contaminação radioativa na região atingida.

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